O mais sedativo

As benzodiazepinas são o grupo o mais amplamente utilizado de drogas sedativos. ... Os sedativo-hypnotics das “Z-drogas” de Nonbenzodiazepine são as drogas que diferem na estrutura das ... O álcool vai acalmar em sono de repouso do qual vai acordar várias horas depois, mas o lúpulo levar a um sono profundo e de descanso. O lúpulo funciona bem por si, mas junto com a camomila e lavanda fazem um sache de erva interessante. Lavanda. A lavanda relaxa o sistema nervoso, ajudando a adormecer mais rápido. Antes da era da medicina moderna, o sedativo o mais geralmente prescrito à tensão da facilidade, o abrandamento da causa e ajudam a esquecer problemas eram álcool. Seus efeitos benéficos eram ... Os agentes hipnóticos-sedativos foram descobertos paulatinamente, tendo seu início há centenas de anos, sendo que antes da medicina moderna, o sedativo mais prescrito e utilizado era o álcool. O hidrato de cloral foi sintetizado em 1832, por Liebig, tendo suas propriedades hipnóticas experimentadas por Liebreich, 1869. O Mais Odiado ( Manhunt) by DefaulT Shotgun, released 16 May 2020 destinado à morte eu não tinha esperanças sem familia nem amigos só restavam umas lembranças Injeção letal pronto pra entrar na veia acho que é a melhor assim do que parar numa cadeia Não sei se foi sorte era só um sedativo minha mente só pensava em me vingar do inimigo Psicopata, pedófilo, mercenário, estuprador ... Após o local ser isolado, os policiais aplicaram um sedativo para conseguir retirá-la da churrasqueira. Folha de S.Paulo, 07/11/2011 Uma fonte policial disse ao jornal 'Los Angeles Times' que o Propofol, um forte sedativo utilizado para anestesia geral, foi encontrado na casa em Bel-Air onde o cantor morreu, de parada cardíaca, aos 50 anos.

Buscando sugestões

2020.07.27 04:45 the-BattleRages0n Buscando sugestões

Oi pessoal,
Preciso de umas dicas... (aqui no começo é só bla bla bla, tem TLDR no final)
Minha experiência com drogas é modesta. Fumei meu primeiro baseado aos 22 anos, e algum tempo depois virei "usuário" fumando diariamente até os 28 mais ou menos. De repente resolvi parar... 100% do nada. Foi natural, sei lá... só rolou. Um dia acordei, peguei meu tijolinho sem pensar muito e - sem remorso algum - joguei tudo na privada. Desde então nunca mais comprei um beck (exceto quando fui pra Amsterdam ano retrasado, onde chapei que nem um filho da puta). Mas isso não vem ao caso agora.
Eventualmente (ou raramente) ainda dou umas bolas. Às vezes com amigos, ou às vezes meu cunhado me descola um fininho... mas tem sido bem esporádico, e quando fumo, tento fazer uma ocasião especial haha.
Fora isso, tive algumas experiências com cogumelos, não mais do que 10 vezes... cheirei ritalina um tempo... e frequentemente tenho tomado kratom, pq tenho muita dor nas pernas... mas tá foda de conseguir (inclusive se alguém souber como importar pro Brasil me avisa pelamor, porque aqui tá caro demais e difícil de achar).
Enfim... ao assunto do tópico.
Vi a thread de substâncias legais e vendidas sem prescrição... e até dei uma pesquisada em alguns dos medicamentos, mas não me ficou muito claro os efeitos do uso recreativo deles.
Então, busco alguma sugestão se tem algo naquela lista... não sei nem exatamente o que procuro... mas talvez algo meio sedativo, ou eufórico, ou que expanda a consciência, ou bem estar, ou sei lá... que deixe meio ligadão. Quero curtir um pouco, e acho que to num momento propício pra isso.
Nada injetável. Também não to na vibe de alucinógenos agora, então não precisa recomendar esses. Até tenho uns cogumelos do Natureza Divina aqui, mas estou guardando pra um dia de sol.
Aqui onde moro é muito difícil conseguir qualquer coisa... por isso pedi sugestões daquela lista. A não ser que conheçam algo não necessariamente legal, mas que seja de fácil aquisição.
Enfim, agradeço desde já quaisquer respostas, e almejo uma semana super pra frentex a todos.

TLDR: sugestões de drogas não injetáveis e não alucinógenas - de preferência, mas não necessariamente, legalized.
submitted by the-BattleRages0n to DrogasBrazil [link] [comments]


2020.07.04 20:17 Eliseu30 Problema de Erecao Tem Cura

Problema de Erecao Tem Cura
Sera que problema de ereção tem cura? Neste artigo você vai saber que tem sim basta conhecer o método de tratamento certo.
https://preview.redd.it/ispl5j1frv851.png?width=670&format=png&auto=webp&s=a201bbac6d7e61c5d5d0d886ed90e7faa73e4616
Para muitos homens com esse problema de ereção, isso acaba se tornando um pesadelo por dificultar uma relação perfeita com a mulher.
Por esse motivo se deve buscar um tratamento o mas rápido possível para evitar um quadro mas grave como uma depressão.
Conheça o Ebook Revertendo a Impotência acabe de uma vez por todas com o problema de ereçao.

https://preview.redd.it/znw22ryqrv851.png?width=184&format=png&auto=webp&s=04ee32967f477db52f7d646f92c3501e19339b80
CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O SITE OFICIAL DO REVERTENDO A IMPORTENCIA

Será Mesmo Que o Problema de Ereção Tem Cura? Sintomas Principais

Os sintomas da disfunção erétil incluem:
*Ser capaz de ter uma ereção às vezes, mas não toda vez que você quer fazer sexo*Ser capaz de ter uma ereção, mas não durar o suficiente para sexo*Ser incapaz de obter uma ereção a qualquer momento*ED é muitas vezes um sintoma de outro problema de saúde ou fator relacionado à saúde.
Um homem com problemas para dormir.A disfunção erétil (DE) é freqüentemente um sintoma de outro problema de saúde.O que causa a disfunção erétil?
Muitos fatores diferentes que afetam seu sistema vascular , Sistema nervoso e sistema endócrino pode causar ou contribuir para ED.
Embora você esteja mais propenso a desenvolver disfunção erétil à medida que envelhece, o envelhecimento não causa disfunção erétil. ED pode ser tratado em qualquer idade.
Certas doenças e condiçõesAs seguintes doenças e condições podem levar ao DE:
Diabetes tipo 2doença cardíaca e dos vasos sanguíneosaterosclerosepressão altadoença renal crônicaesclerose múltiplaDoença de peyronielesão de tratamentos para câncer de próstata , incluindo radioterapia e cirurgia de próstatalesão no pênis, na medula espinhal, na próstata , na bexiga ou na pélviscirurgia para câncer de bexigaHomens que têm diabetes são duas a três vezes mais propensos a desenvolver ED do que os homens que não têm diabetes. Leia mais sobre diabetes e problemas sexuais e urológicos.
Tomar certos medicamentosED pode ser um efeito colateral de muitos medicamentos comuns, como
medicamentos para pressão arterialantiandrogênicos — medicamentos usados ​​para terapia do câncer de próstataantidepressivostranqüilizantes ou sedativos prescritos — remédios que deixam você mais calmo ou sonolentoinibidores de apetite, ou remédios que deixam você com menos fomemedicamentos para úlceraVeja uma lista de medicamentos específicos que podem causar ED.

Como Curar Naturalmente a Disfunção Erétil?

Sim existe cura para o problema de ereção, agora você pode aplicar uma método simples em casa que vai te ajudar acabar de uma vez por todas com essa impotência sexual.
Gostaria saber mais sobre esse método?

https://preview.redd.it/yzyys7qntv851.png?width=184&format=png&auto=webp&s=10049774d8a1e9d9e4face285233bc371fe599f6
CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O SITE OFICIAL DO REVERTENDO A IMPORTENCIA

Tags:
problema de ereção tem cura
disfunção erétil sintomas
tratamento disfunção erétil

submitted by Eliseu30 to u/Eliseu30 [link] [comments]


2020.06.18 03:57 duncle Meu breve relato sobre a situação dos hospitais aqui em SP

Só queria compartilhar um pequeno relato para que saibam da real situação dos hospitais em São Paulo.
Tenho uma pessoa muito próxima que trabalha no setor de compra de um dos maiores hospitais do Vale do Paraíba, ela me disse que já está em falta no mercado os sedativos utilizados para entubar as pessoas com coronavírus, antes estava realmente escasso, mas agora está esgotado, nenhum fornecedor tem o produto para vender, a direção do hospital está em polvorosa, estão tendo que improvisar outros remédios para entubar as pessoas.
Acredito que logo outros remédios poderão faltar, mas sedativos realmente não há mais como comprar. Engraçado que essa situação já era prevista e pelo menos aqui na região ela já chegou, logo mais lugares estarão assim e talvez com outros remédios também.
Edit: só para evitar jogar algo aqui sem fonte, só estou deixando um relato de alguém que está dentro do sistema, mas já há matérias sobre isso:
https://www1.folha.uol.com.bcotidiano/2020/06/entidades-alertam-para-falta-de-medicamentos-de-sedacao-em-hospitais.shtml
submitted by duncle to coronabr [link] [comments]


2020.06.12 14:35 Aninha-uchiha MINHA QUASE MORTE *pausa dramatica*

Olá luba,editores,gatas,papelões(vivos e mortos),turma que está a ver e possível convidado
Bem quando eu tinha 7/8 anos de idade,eu estava brincando com uma amiga e a gente tava bem plena correndo,gritando e fazendo idiotices de crianças aí quando estávamos andando na rua achamos uma cartela de remédios(comprimidos)e não sabíamos oq era então como crianças com um intelecto avançado,tomamos o remédio. Ela tomou 1 ou 2 comprimidos eu acho,já eu tomei 4 kkk,aí a gente continuou brincando deboa,quando voltamos pra casa a gente tava sentindo tontura e eu tava um pouco pior que ela aí acabamos contamos para nossas vós kkk Aí lembro que quando eu contei pra minha vó ela passou uns 5 minutos gritando:"DA LOGO ESSA MERDA DESSE CHOCOLATE INTEIRA PRA ESSA COISA COMER". Contexto: dias antes minha madrinha tinha ido me visitar e tinha de dado uma barra de chocolate de presente e de acordo com minha tia por causa do remédio minha pressão tava baixando muito rápido e eu tava quase desmaiando e precisava de algum doce,alguma coisa pra me manter em pé pra aumentar a pressão sabe. Voltandooo elas me deram um copo gigante de leite de caixinha pra ajudar a me manter e chamaram a ambulância pra mim e pra menina,só que dentro do carro,ela tava pior que eu tanto que colocaram ela na única maca da ambulância e eu fiquei no colo da minha vó,ela tava bem pior que eu mesmo eu tendo tomado mais remédios,aí lembro que na hora me bateu um sono só lembro vagamente da minha vó olhando pra mim falando: "ana se vc dormir tu morre" Aí eu não dormi tão cedo (O sono até foi embora) quando chegamos no hospital ficamos tomando soro demais pq estávamos muito mal aí chegamos lá eram cerca de 16:00 da tarde saímos de lá pelas 3:00 da matina e fomos pra casa.
Resumindo:apanhei da minha tia,confiscaram meu chocolate,fiquei de castigo,e até 8 anos depois,meus amigos dizem que foi o dia da "quase morte da ana"
Ahh e pra finalizar,minha tia trabalhava de técnica de enfermagem naquele tempo então ela pegou a cartela de remédio pra identificar ;-; Aí ela me disse que eu tava ficando doida pq aquilo era um remédio daqueles que dão em manicômio pros loucos se acalmarem e dormirem (um sedativo muito forte dependendo da dose e pode matar uma criança) Dps disso fiquei bem e tive muitas outras histórias que vou contar depois
Beijoos lubissco =30 ❤❤❤
submitted by Aninha-uchiha to TurmaFeira [link] [comments]


2020.04.12 22:56 Pomiwl Ninguém Precisa Saber Capítulo 3

III. O PRIMEIRO PASSO ANTES DA MORTE
Correram entre a grama perfumada pelo orvalho. Suas botas pesavam e afundavam no barro. Suas canelas mergulhavam-se em lodo. Sentiam cada gota de água escorrer de suas costas ao chão. Se aproximavam da casa do outro lado. Já não enxergavam mais a família de patos que ajudaram mais cedo. Agora, já podiam analisar de mais perto; as memórias surgiram na cabeça de Diana como um flash. Tentava lembrar-se do nome do homem que ali vivia. Era um amigo da família, mas não os viam com frequência. Lembrou-se de um verão passado, onde foram acampar naquele mesmo lugar, e suas feições confortantes brotavam à sua mente. Senhor simpático; vivia sozinho com seu cachorro. O ritmo de seus passos diminuiu. Apoiou-se em uma das paredes com sua mão — sentia como se seu coração a qualquer instante saltaria por sua boca. Sua respiração tornava-se mais leve. Não acreditava que esteve tão próxima da praga. Era realmente aquilo que tanto comentavam; e não poderia ser menos do que especulava-se. Olhando sobre os ombros, podia enxergar uma mancha cinza aceleradamente tomar conta da clareira. Sentiu os pelos do braço se arrepiarem. Levou a mão à porta de madeira e bateu levemente, ansiosa por uma resposta. Não demorou muito até que pudesse ouvir passos vindos de dentro. Aliviou-se ao ver o rosto do homem pela primeira vez em tanto tempo, e no momento em que seus olhos se encontraram e percebeu um sorriso surgir-se no rosto do senhor, lembrou de seu nome: August Moore. — Ora! Que surpresa agradável. Entre, entre, Diana. — impressionou-se com o fato de ter lembrado seu nome. Os cabelos grisalhos limitavam-se ao topo de sua cabeça, enrugada e parcialmente corada pela exposição ao sol. As mãos, cobertas por uma grossa luva de couro preto, ainda apoiavam-se na porta. O suéter cafona cobria uma grande barriga, apertada por um cinto à altura do umbigo.
Depois de um refrescante banho, Diana, ainda com seu cabelo molhado, sentou-se ao empoeirado sofá de Moore, bebericando uma xícara de chocolate quente que parecia aquecer seu corpo internamente. Khan também já estava limpo, com seus pelos completamente estufados — ele não parecia aguentar mais aquela massa de lama grudada ao seu corpo. — Então, não sabe onde seus pais estão... — levou o dedo dobrado à boca para limpar o resto da bebida. — eu realmente sinto muito. Queria poder te abrigar por mais tempo... mas esta desgraça já chegou. Referia-se ao vírus de forma desgostosa, largando a xícara sobre a mesa de chá balançando rapidamente a cabeça de um lado ao outro. — Sim. Deve mesmo ser difícil para alguém que sobrevive do plantio, como você. Inclusive, antes de tudo, gostaria de lhe agradecer. Estou perambulando por aí há dias. Mal posso descrever o alívio que foi ao ver sua cabana do outro lado do lago. — Não há de quê, minha filha. Tudo para ajudar uma das netas de Colress. Mas o que uma criança como você está fazendo por aí com um surto desses? — ela incomodou-se levemente com o uso da palavra “criança”. Para o que já tinha passado até então, não era mais uma criança. A citação do nome de seu avô, no entanto, a confortou. — Eu cometi um erro. Pouco antes do início de todo esse surto, não sei se soube, meu irmão desapareceu. — tentava não transparecer o remorso ao falar sobre aquilo. — Ele simplesmente não voltou para casa naquele dia. — Sinto muito em ouvir isso, minha filha. Só Deus sabe o quão boa aquela criança era. — tentava não reparar no quanto estava sendo insensível ao referir-se a Max como um caso perfeito. Ele não “era” uma boa criança. Ele É uma boa criança. Ajeitou-se no sofá, constantemente posicionando seu cabelo sobre a orelha. Khan, ao seu lado, observava com um único olho aberto o cachorro de Moore, Darius, que não se incomodava de dividir um espaço no divã. A luz da lareira aquecia sua pele e o som da lenha crepitando fundia-se à chuva que surrava a janela, coberta por cortinas com um reconfortante tom avermelhado. — Foi quando tudo começou a dar errado. Logo quando os primeiros casos apareciam na capital, a polícia arquivou a investigação sem mais nem menos, e ninguém pareceu ligar. Isso foi o que mais me perturbou. Até meus pais pareciam despreocupados demais com tudo aquilo. — evitou cruzar os olhares com Moore, que tomou um último gole de seu chá. — Deixe-me adivinhar... você, insatisfeita, decidiu fazer justiça com as próprias mãos? — repousou a xícara sobre o pires, provocando um agudo ruído quando as porcelanas se tocaram. Diana nada fez além de concordar, movendo a cabeça de cima para baixo. — Eu tava saindo da escola quando o sinal da evacuação começou a ser acionado. Não foi difícil me esconder em um beco qualquer com toda aquela multidão. Estava inconformada. Eu sabia que ia achar ele, tinha certeza, e eu sei, senhor Moore, que Max está vivo. — seu corpo elevou-se do sofá ao ritmo de sua voz, crescente conforme as lembranças vinham à tona. — E, desde então, não vi mais meus pais. E ainda não encontrei meu irmão. E, toda noite, antes de dormir numa barraca roubada de uma loja qualquer, eu me pergunto se fiz a decisão certa. Repousou de volta ao sofá. A testa suava como o estresse que liberava pelo peso das suas palavras. Moore nada vez além de rir e cobrir sua boca com os dedos. — Decisões são complicadas, não? Mas acho que o principal porquê de nos arrependermos tanto é não saber o que aconteceria se fizéssemos a outra escolha. Não minto que sua decisão pode ter parecido um pouco impulsiva, mas e se você realmente tivesse ido juntamente com seus pais? Será que um dia realmente encontraria seu irmão? Eles estão tão perdidos quanto você, e provavelmente se perguntando o mesmo. — ele respondeu com uma grandiosa segurança. A fez acreditar que não haviam decisões erradas. Nós fazemos nosso próprio destino, e nunca seríamos glorificados com o poder de enxergar além de seus erros, a ponto de ao menos ter a chance de considerá-los erros. Ela fitou a xícara cheia do chocolate quente. Sua mão tremia levemente; adrenalina. — Mas e você? — ela ao menos esperou uma reação por parte do senhor. — O que você teria feito? — Sabe... esse é o desafio da sociedade. A dificuldade de ser empático. Não posso julgar o que teria feito na sua situação, porque nunca passei e nunca passarei por cada simples detalhe que te levou a resistir aos chamados de evacuação. Todos vivem dizendo para nos colocarmos no lugar dos outros, mas cada um tem uma percepção diferente de tudo. Se eu me colocasse no seu lugar, pode ser que minha vivência tivesse me levado à outro destino. Mas será que isso realmente importa? Ela refletiu. Moore era sábio. Era o tipo de pessoa que, para cara pequeno pensamento, tinha grandes palavras — mas a forma que falava só a intrigava cada vez mais. Era como se deixasse um espaço para suas próprias relações. Ela o admirava por isso. Não disseram uma única palavra até o mútuo “boa noite”. Ele ainda mantinha as longas luvas de couro negro cobrindo as mãos. Diana foi à frente, dando as costas à sala e seguindo pelo corredor, até que ouviu Moore dizer algo pela suas costas. — Espere. — ela virou-se para ele, parando seu passo de supetão. Seu silêncio repentino traduzia como um “o quê?”. — Eu teria feito o mesmo que você fez. Ela sorriu de imediato. Ele retribuiu. Aquilo a tranquilizou — se Moore, que provou-se sábio, concordou com sua atitude, então ela podia não estar tão errada quanto achava que estava. Até o quarto de hóspedes, manteve os dentes à mostra. Os lábios secos, o gosto do chocolate ainda na boca. Moore, no entanto, não foi ao seu quarto. Deitada, registrou no diário toda a conversa que teve com o homem. Khan já dormia sobre sua barriga, ronronando levemente até que apagasse a luz do abajur empoeirado sobre a mesa de cabeceira. Pegou o gato e o ajeitou ao seu lado, levantando-se para servir alguma água para si. Com passos leves sobre o assoalho, dirigiu-se pelo corredor até a cozinha. A porta do quarto de Moore estava fechada, mas ali estava ele, de pé apoiado ao balcão. Um estranho sorriso aberto. Os olhos estavam vazios. Não se mostrou em momento algum, apoiando-se na parede do corredor. Ouviu o barulho da gaveta a abrir e, em seguida, de metal batendo contra o granito, quase como um talher caindo sobre o prato de porcelana. Aquilo não lhe parecia comum. Espiava de vez em quando para saber o que o homem fazia, e arrepiou-se ao ver com o que mexia. Tateava um cutelo; a lâmina quase que com o tamanho de sua cabeça. Pela primeira vez, a visão de suas mãos, descobertas pelas pesadas luvas, a assombrou; estavam lívidas. Brancas como o rosto de um cadáver. A pele em putrefação. Arrastava os dedos contra a lâmina, abrindo buracos ao longo das mãos, mas não tinha qualquer reação de dor. O sangue vazava preto e secava rapidamente contra a pele, como uma pedra. As gotas, de tão pesadas, podiam ser ouvidas surrando o assoalho como a chuva caía sobre as janelas, cobertas por cortinas. Ela não sabia o que estava acontecendo, mas não gostava daquilo. Continuou esfaqueando a própria mão, esbanjando os dentes atrofiados. Pelo nariz, começavam a escorrer gotas de sangue que petrificavam-se imediatamente. As manchas cinzentas das mãos agora já haviam alcançado seus ombros. Era a praga. O coração de Diana quase escapou de seu peito, debatendo-se contra o chão. Fechava os olhos e só podia enxergar aquela mesma cena, como se as mãos ensanguentadas por um elixir de carvão penetrassem sua mente. Ficou tonta, mas não podia ser vista. A praga era ainda pior do que imaginava. Podia ver as veias ao longo de seu braço contra a pele fina, todas negras. Entrou em estado de negação. Forçou o corpo contra as tábuas da parede, sacudindo o rosto e gritando para si mesma. Como tudo de ruim poderia acontecer tão de repente com ela? Há dois minutos, estavam juntos servindo-se de bebidas quentes e conversando sobre suas decisões. “Eu teria feito o mesmo que você fez” soava em sua cabeça ao tempo todo, emergindo na poça de sangue negro que formava-se no chão. Ela não podia o ajudar. Ninguém podia. O único que conseguia fazer era engolir seus soluços de desespero. O cutelo já estava desgastado de ser batido contra os ossos do senhor, atravessando seus músculos em uma chuva de escuridão. Por que ele estava fazendo aquilo? Foi quando lembrou-se de algumas palavras que ouviu do rádio em sua casa, no dia anterior à sua fuga de Lyrion. “...Os principais sintomas já identificados são a presença de manchas pretas na pele e comportamento agressivo e, pouco depois, o indivíduo morre.“ Era isso. Moore estava prestes a matá-la. Em que momento a praga tomou conta de sua lucidez? O vírus já havia dominado seu corpo durante a conversa dos dois? Ela devia seguir os conselhos de uma marionete mortal, ou aquelas foram as últimas palavras de Moore antes de ceder sua mente à alucinação total? O conceito de sua lucidez já havia embaralhado-se na sua cabeça. Ela não queria acreditar que Moore havia sido corrompido completamente, a ponto de afetar sua própria mente e o transformado num psicopata. Foi quando percebeu que a sorte não estava ao seu favor. Era o primeiro lugar em que Diana finalmente se sentiu segura. O que mais a preocupava não era simplesmente que o homem iria tentar os assassinar — mas sim, que ele morreria em pouco tempo. Era apenas um senhor, ele não poderia fazer muito contra a jovem e ativa Diana. Ela sabia que aquele não era o Moore que ela conhecia, ele havia sido corrompido, não era sua culpa. Mas, sem escolhas, ela teria de fugir — novamente. Sentiu a adrenalina no seu sangue, como um sedativo para seu medo. Parou de martelar a faca contra si mesmo e partiu ao corredor, erguendo a lâmina que brilhava à luz da lareira, como um presente de despedida do mundo. Contornou o caminho do balcão. Ele havia a encontrado. Sabia que aconteceria uma hora ou outra. Parou seus passos pesados no instante em que viu a jovem encolhida, mostrando apenas um dos olhos contra os braços. Estava ainda pior de perto. O sangue vazava pela ponta de seus dedos em um gotejar periódico de desespero. O líquido percorria seu caminho desde o alto do antebraço, formando um rio de carvão até a palma das mãos, onde encontravam os ferimentos feitos por si mesmo. Os olhos estavam completamente brancos e vazios, como se estivesse cego. Os dentes estavam manchados pela lágrima escarlate. Por um instante, pareceu tomar um gole de sua sanidade, forçando-se numa batalha interna contra a doença para pronunciar alguns balbucios, quase que inaudíveis: “Corra.” E tomou de volta a sede de sangue. Já não havia mais “Moore”. Era apenas o escravo, uma carcaça vazia, que não partiria de seu corpo até que tirasse outra vida que não a própria, usando as mãos sujas de alguém que soava tão puro. A visão era de um filme de terror. Achava que estaria pronta quando cruzasse contra um dos dominados durante sua jornada, mas não estava. O desespero não era forte para mantê-la de pé, ao menos o suficiente para fugir. Retomou os passos. Podia senti-los dentro de sua cabeça, como se sapateassem em seu cérebro e sugavam sua vitalidade — a mesma que contava para conseguir sair dali o mais rápido que pudesse. As costas apoiadas no chão, encarando o senhor que parecia bem maior e amedrontador com sangue ao invés de café manchando seus lábios. Estava prestes a vomitar — a comida revirava-se no estômago. A primeira facada que disferiu erroneamente contra seu corpo cortou a tensão do ar, como se estivesse cego pela sua própria alma. No fundo de seus globos oculares, enxergou um pedido de ajuda. — S-Senhor Moore, me escute... eu sei que você está em algum lugar aí dentro... — engasgou-se com as palavras, poucas eram para descrever o que sentia. Não sabia o porquê de achar que aquilo funcionaria. — Por favor, acorde. Você não precisa fazer isso. Você é mais forte que a praga. Por favor... Os sentimentos atropelavam-se em uma mescla de medo, desespero, horror e tristeza. Por onde saía o sangue em Moore, em Diana, saíam lágrimas. A marionete não reagiu às súplicas e guinchos da garota, avançando contra seu corpo prensado ao chão como um zumbi. Pensou em fugir. A janela de seu quarto era alta demais; mesmo sem tentasse correr, não daria tempo de escalar. A porta de saída estava logo atrás de Moore, e o corredor estreito não colaborava em facilitar sua passagem rápida. Parecia que tudo estava planejado para que ela fosse atacada. Estava presa em um ciclo de seguidos calafrios; a respiração ofegante se tornava cada vez mais rápida, assim como o palpitar de seu coração. Dizem que, quando você está prestes a morrer, pode enxergar toda a sua vida passando pela frente de seus olhos, como um presente de despedida do destino, para compensar o seu mergulho ao desconhecido. Isso não aconteceu com Diana. Talvez como um prelúdio do que viria a seguir. Do contrário, passou pelos seus olhos uma visão abençoada. A visão de como teria sido sua vida com Max, e sem a praga. Uma troca equivalente; pelo menos para a balança de sua moral. Fechou os olhos por um instante e, no momento seguinte, pôde sentir o calor da lareira de casa acesa. Na televisão, assistiam desenhos animados juntos e comiam marshmallows, enquanto seus pais cozinhavam juntos na cozinha. Sentiu as lágrimas do rosto secarem junto com a brisa refrescante que vinha da janela. Olhou para o lado. Max sorriu para ela. Ela sorriu de volta. Como um balde d’água fria, a realidade trouxe Diana de volta do seu labirinto de devaneios. Não havia mais Moore. Ele já havia morrido há tempo; apenas seu corpo sobrevivia. E, agora, ele também era consumido. Eram apenas os dois. Ela, e a personificação daquilo que tirara toda a possibilidade de não viver em um futuro incerto, em que acordava todos os dias sem saber se haveria comida no dia seguinte; ou se ao menos sobreviveria até lá. Aquilo não podia acabar. Já tinha ido longe demais, mas não o suficiente. E não pararia de lutar pelo seu objetivo até que se visualizasse ali novamente; em um lugar que poderia chamar de lar, sem o medo de ter perdido tudo que construiu no dia seguinte. Era sua chance de mostrar que Diana Evolwood era mais do que uma garota da cidade com uma decisão estúpida e um desejo irreal. Diana Evolwood era bem mais do que a própria sabia. E só poderia fazer isso empunhando uma faca em mãos e expondo-se ao perigo de um confronto, ou sucumbindo em uma eterna ilusão que nunca se concretizaria se não quisesse lutar. O mundo já não era mais o mesmo. Mas não sabia se conhecia o mundo o suficiente para afirmar isso. Levantou-se. As mãos raladas e trêmulas, mas com uma missão. Só precisava achar uma forma de ir até a cozinha e ser rápida o suficiente para achar uma faca. Podia tentar fugir, mas isso não seria honrar todo o caminho que percorreu até aquele momento. De fato, era como se tudo aquilo houvesse sido armado para que fosse atacada; mas, como um sinal do universo para não parar por aí, porque ainda tinha uma lição para mostrar ao mundo e provar seu valor. E não faria isso abrindo aquela porta e correndo para um lugar longe o bastante para que não pudesse ser vista. Dentes cerrados, bem como os punhos. Franziu o cenho e tentou concentrar-se em seu objetivo. A missão era passar pela marionete — não conseguia imaginar “aquilo” ainda como Moore — e arranjar algo afiado o suficiente para fazer com que os ferimentos auto-infringidos por ele parecessem brincadeira de criança. Talvez isso fosse outro ponto a analisar antes de uma investida — ele já não sentia mais dor por conta da adrenalina. Diversos cortes no braço não foram páreos para detê-lo. Se ela, que nunca havia utilizado uma faca para ferir alguém conseguisse ao menos alcançar a cozinha, já estaria de grandessíssimo tamanho. Mas ela não tinha a noite toda. A marionete carregou a mínima força qua ainda potencializava no fundo do organismo do homem, como um parasita, e a desferiu lateralmente contra a garota. Sentiu a lâmina percorrendo o caminho de sua garganta, como se cortasse uma folha de papel; a prova que, mesmo com um ataque errôneo, podia sentir cada músculo de seu corpo em negação à estúpida decisão que havia feito. O vento provocado pelo movimento rápido a deu calafrios, selando o espaço entre seu queixo e seu pescoço com um ataque decisivo e, por pouco, não certeiro. Não era o suficiente para fazê-la desistir. Um passo atrás do outro, alcançou a porta do quarto de hóspedes, onde Khan ainda repousava, como se esperasse seu carinho na nuca habitual antes de dormir. Ingênuo animal. Sua pata repousava sobre o seu caderno; a caneta largada sobre o couro. Se não poderia alcançar a cozinha e arranjar uma faca, talvez uma caneta desse conta. Esticou seu corpo contra a cama, caçando o objeto com as mãos, sem tirar os olhos de Moore. Khan espiou até onde o limite de sua visão alcançava: não o suficiente para notar que estavam em perigo. Finalmente, catou o objeto, a ponta ainda vazando tinta preta, que mal se distinguiria de todo o líquido que vazou de seu corpo. Retomou a posição no confronto. Moore aproximava-se, exibindo seus dentes, sorridente como uma criança num parque de diversões. O cutilo jazia sobre a mão direita; era a mesma posição de ataque das últimas duas vezes. Às vezes, uma qualidade pode ser bem mais útil do que uma faca. Duas facadas errôneas foram o suficiente para notar um padrão, que não faria sentido de alterar-se num terceiro golpe. Erguia a lâmina no ar, mais ou menos na altura do nariz, e atacava de cima para baixo, da direita para a esquerda, de forma que um acerto no pescoço seria suficiente para tirar a vida do oponente. Não era uma doença estúpida. Esperou o momento certo. Viu o homem erguer o cutilo ao ar, a mão mole como a de um defunto; era como se tivesse encontrado uma ruptura — uma brecha — entre seus já previsíveis ataques. O corredor estreito acabou ajudando-a em algo, restringindo o espaço de movimento de Moore e facilitando que desviasse sob seu braço, pronto para desferir um ataque mortal. Mortal seria se Diana estivesse no mesmo lugar em que estava há algumas frações de segundo. Como um esgrimista, pôs-se de pé, à altura da nuca do homem. Esticou seu braço sobre seu ombro e, sem um alvo específico, forçou a caneta em sua própria direção, cravando-a na cavidade ocular de Moore. Ele pôde ao menos não ter sentido dor, mas a força e o ódio com o qual forçou o objeto contra seu olho direito foram o suficiente para levá-lo ao chão por um instante, o cutilo lançado pelo assoalho, deslizando pelas tábuas até o fim do corredor. Finalmente pôde ver o estrago que havia feito. A caneta, ainda presa, estava coberta daquele sangue putrificado; o resto de seu rosto, dividido pelo nariz, tornou-se uma piscina de lágrimas ácidas, pus e uma chuva escarlate, como um chafariz. Ele não manifestou qualquer expressão. Ela, um sorrisinho de canto de boca. Mas não era como se houvesse acabado. E soube perfeitamente disso quando ouviu grunhidos próximos à sua perna e uma dor aguda na panturrilha. Era Darius, o cão — os dentes afiados contra sua pele, atravessando o tecido de sua meia-calça, já completamente rasgada. Quase não sentiu o desconforto até ver seu próprio sangue espalhando-se pelo seu focinho e face, tingindo seus pelos de um tom escarlate. Recuou, tropeçando entre seus próprios passos. Já havia voltado ao seu pequeno e intocável casulo de inquietação e desespero, abraçando as canelas, como se aceitasse seu destino. O cão não desgrudou até que o empurrasse — ainda se preocupava em o machucar o mínimo que podia. Não era culpa dele. Ela havia acabado de cravar uma caneta na porra do olho do melhor amigo dele. Ele só estava sendo leal. Não merecia o maltrato. Afastou-o com chutes contra o assoalho, provocando um incômodo barulho que foi o suficiente para que o animal recuasse e aninhasse entre os braços do dono. Suas patas cobriam-se do sangue negro. Moore levantou-se, a caneta ainda presa ao seu corpo, como se fosse apenas um acessório. Darius rapidamente lambeu suas pernas ensanguentadas, abandando o rabo de um lado para o outro, agradecendo por seu amigo ainda estar “vivo”. Moore chutou-o na costela, jogando-o contra a parede. O animal chorou, mal conseguindo andar. Diana encheu-se de rancor. O ódio que corria em suas veias transformou-se em uma rápida hiperventilação. Gritou o mais alto que pôde. Tentou confortar o animal, que ainda tirou forças para morder sua mão e correr na direção contrária, até a cozinha, driblando a marionete. Ela não pegaria o cutilo; estava coberto de sangue. A chance de acabar se contaminando era grande — talvez aquilo fosse uma estratégia exatamente para isso. Agora, já não tinha mais sua caneta, sua panturrilha não a permitia correr e aquilo que poderia ser sua única saída foi uma armadilha. Não conseguiria sair viva dali sem uma ajuda que fosse. Moore começou a caminhar a caminho da garota, que tinha suas mãos cheias do próprio sangue, tentando estancar desesperadamente seu ferimento. Soluçou em seu canto. O universo tinha dado-lhe uma chance. E ela a desperdiçou tentando provar que poderia lutar por si só. Acima de tudo, sentiu-se incapaz; havia falhado. E Max, em algum canto do mundo, estaria chorando, pedindo por ajuda — isso se ainda estivesse vivo. Qual era a chance de um dia reencontrar sua família? Realmente acreditava que conseguiria sobreviver e ir longe o suficiente para salvar seu irmão? Uma garota da cidade que tinha a vida perfeita; pais que se preocupavam e um irmão atencioso. E agora, seria apenas mais um número para as vítimas da chacina da praga. Podia imaginar seu corpo coberto das manchas pretas que vira no momento em que Moore tirou suas luvas. Tudo aconteceu rápido demais. Sentiu seu corpo sendo coberto pela sombra do corpo da marionete. Esperou o momento. Enganou-se com o pensamento de que não temia a morte. — Senhor Moore... você também? Ouviu o ruído da porta de madeira úmida se abrir com um rangido, a maçaneta se chocando contra a parede. Uma voz desconhecida. Seu coração bateu mais rápido e, por algum motivo, aquilo chamara a atenção do homem, que virou a cabeça em um instante, sem mover o corpo. Eram dois garotos; um maior, empunhando uma espingarda que parecia levemente mais pesada do que aguentava. Ao lado, outro, que aparentava ter a mesma idade de Diana, segurando um estilingue. Aquela estava longe de ser a última visão que a garota teria antes de morrer, e soube disso quando escutou o estampido do disparo e Moore caindo sobre seus joelhos. Em sua testa, um buraco que permitia a visão de seu cérebro negro. Sangue voou contra seu rosto. Estava paralisada, quase como se tivesse se tornado pedra. A boca aberta, os dentes de chocando com a mandíbula trêmula. Ela arrancou a caneta de seu olho direito, ensopada de sangue. O homem ousou levantar seu braço mais uma vez, mas sucumbiu aos braços da morte quando, em um golpe final, Diana cravou a caneta de volta em seu coração. Sentiu o interior de seu corpo retorcendo e desinflando como uma bexiga. Estava viva. E acabara de matar um homem. — Você está bem?! — disse o mais novo, correndo em sua direção, fazendo o assoalho se retorcer a medida de seus passos. — S-Sim... — ela respondeu. Não havia entendido o que acabara de acontecer. Para ela, a qualquer instante, acordaria de um transe em que ainda estaria sentada naquele sofá, agora coberto de sangue. Ele estendeu a mão para ajudá-la a se levantar, notando sua dificuldade e a marca dos dentes de Darius em sua perna. — Puxa, a coisa tá feia. Vamos te ajudar, não se preocupe. Só precisamos que aguente até que cheguemos à nossa vila... não é muito longe daqui. — sua tentativa de fazê-la manter a calma funcionou. Não se preocupava mais. Olhou no fundo de seus olhos, que lembraram a lua cheia que brilhava do lado de fora das janelas cobertas pelo líquido negro que vazara do corpo do senhor. — Eu sou Bruce. E meu irmão mais velho é o David. Precisa confiar na gente. — ele sorriu, levando a cabeça de cima a baixo rapidamente. — Você é...? — Diana. Diana Evolwood. Vim de Lyrion... — Lyrion? Caramba. Você vem de longe. — o nome da cidade chamou a atenção de David, que olhou de relance enquanto examinava o corpo jogado em meio ao corredor estreito. — O que você veio fazer nesse fim de mundo? E, principalmente, no meio do surto? É perigoso. Onde está a sua família? Ela não respondeu. Seu silêncio bastou para que ambos compreendessem o que havia acontecido. — Certo. Diana, não? Não quero te preocupar, mas se não cuidarmos de seu machucado, você pode adoecer. Venha conosco até Mouneet Town. Há comida e medicamentos. — Muito obrigada... mesmo. Se não fosse por vocês, eu estaria morta. — suas palavras pesaram. Seus soluços começaram a transformar-se em lágrimas. — Tudo aconteceu tão rápido... há alguns minutos, estávamos ali, sentados naquele sofá, e de repente ele ficou louco e tentou me matar, e... — Não precisa agradecer. Nós nos oferecemos à comunidade em que vivemos para fazermos pequenas rondas durante a noite. Seu grito nos chamou a atenção... — Foi só uma pena que o Senhor Moore tenha sido contaminado. Era um bom homem. — continuou David. — Você pode nos explicar melhor o que aconteceu no caminho. Levantaram-a, apoiando seus braços nos ombros dos garotos. Darius não se moveu, chorando sobre o corpo de seu dono. Khan correu ao encontro dos rapazes, dando de cara com as paredes ensanguentadas e Diana machucada. — Khan... que bom que está bem... Seus olhos começaram a fechar lentamente. Sua voz atrofiou-se e seus batimentos cardíacos tornaram-se menos recorrentes. — Diana, você está bem?! — Deve ter desmaiado. Já passou por coisas ruins demais em apenas uma noite. Ela deve ter um bom motivo para ter vindo de tão longe para cá. — David pareceu mais calmo, acostumado com situações de tensão como aquela. — Eu posso carregá-la. Pegue seus pertences e leve seu gato. Se ela sobreviveu tempo o suficiente sozinha com um dos dominados, usando apenas uma caneta como arma, então ela aguenta um machucado na panturrilha. Posso dizer que ela é forte. Bruce sorriu, indo em direção ao quarto de hóspedes e levando apenas seu diário — foi o que encontrou. — David! Olha o que eu achei! Um diário... talvez pudéssemos entender o que aconteceu se déssemos uma olhada. — Não, Bruce. Invadir a privacidade de pessoas não é legal. Podemos perguntá-la amanhã, quando já estiver melhor, e só saberemos do que precisamos saber. — Tá bom... — ele fechou a cara, mas compreendeu. — Vamos. Banharam-se à luz do luar, todos em uma fila. E, desde o momento em que trocaram a primeira palavra, Diana soube que tudo estaria bem na manhã seguinte. Não era um sonho. Mas também já não sabia mais se era um pesadelo.
submitted by Pomiwl to NinguemPrecisaSaber [link] [comments]


2019.12.13 01:57 SunTzuManyPuppies História: Como fui pra Alemanha aos 17 anos, algumas histórias da minha vida lá, e como me infiltrei no backstage de um festival de metal.

Esses dias fiz uma thread contando de quando comi pizza com o Motorhead. O post teve uma boa recepção, então resolvi escrever a história de quando me infiltrei no backstage de um festival na Alemanha. Só que detalhei demais, e acabou ficando mais um relato geral da minha experiência na Alemanha e uns contos que ocorreram por lá, e MUITO mais longo que o esperado! Se quiserem pular, a parte do festival está mais ou menos na metade.

Eu sempre tive dificuldade com os estudos. Reprovei a sexta série, e cada série seguinte foi uma tortura, passando de ano em ano sempre no limiar da esperança. Não é que eu era burro (não muito, pelo menos), inclusive sempre li muito, e tinha um conhecimento geral relativamente bom. Estudei meus primeiros anos em escola bilingue, e aos 3 anos eu lia fluentemente em português e inglês. Minha mãe achava que eu seria um prodígio, coitada... A questão é que eu não prestava atenção. Não suportava ficar parado numa sala de aula, me distraía com qualquer coisa. Eu simplesmente não escutava. Somando o fato de eu ser naturalmente preguiçoso, isso me rendeu muitos problemas durante o tempo de escola. Ironicamente, com 27 anos fui diagnosticado com déficit de atenção e hiperatividade, o que explicou muita coisa.
Quando terminei o segundo ano do ensino médio, falei pra minha mãe que não iria fazer o terceirão. “Ok”, ela disse. Ela sempre foi uma pessoa não convencial, e considerava todo o sistema escolar “bullshit”, nas palavras dela. Então decidimos juntos que eu iria passar um tempo na Alemanha, na casa de amigos da nossa família que estavam dispostos a me receber e me sustentar por lá. Tipo um intercâmbio mesmo. Eles tinham um filho da minha idade chamado Danny.
Meu pai, que Deus o tenha, fez um empréstimo e comprou minha passagem com volta pra Dezembro, e lá vou eu, em Fevereiro, sem falar um cu de alemão pra uma cidade de 100.000 habitantes chamada Cottbus, a 30km da Polônia – onde quase ninguém fala inglês, nem a maioria dos jovens. Suponho que seja algo cultural, por ter sido parte da Alemanha Oriental? Não sei. Sei que isso atrapalhou muito minha adaptação. Cheguei lá com 17 anos recém-completados.
Me matriculei numa escola pública, a mesma que o Danny estudava, o que não sei se fez muito sentido já que eu não falava a língua, mas parecia ser a coisa certa a fazer. Eu não pretendia passar o ano coçando o saco.
O ensino médio alemão é parecido com o americano, onde os alunos escolhem as matérias que vão cursar. Não lembro se haviam matérias obrigatórias, talvez educação física? Mas das que eram escolhidas, duas delas tinham que ser nível avançado, que tinham mais aulas por semana. Eu lembro de ter pego geografia, biologia, música, inglês, informática... e não lembro o resto, sei que ignorei matemática, física e química completamente. E pra matéria avançada escolhi inglês, já que era a aula que eu passaria mais tempo dentro da escola, pelo menos poderia me comunicar. E nas outras matérias não havia chance de treinar o alemão. Eles me liberaram da outra avançada devido à barreira idiomática.
Já ouviu aquela história de alemão ser frio? Pois é. E eu achava que curitibanos eram frios. Sempre fui meio extrovertido, tentava conversar com os outros estudantes, mas todos eram absolutamente indiferentes em relação a mim.
Isso contrastava muito com as escolas no Brasil, que quando eventualmente vinha um aluno de outro país, ele era assediado por todos. Por sorte o Danny me apresentou aos amigos dele e, se não fosse por isso, imagino que teria dificuldade em fazer amizades.
Inclusive uma vez, o único “metaleiro” da escola colocou um anúncio no quadro procurando um guitarrista pra banda dele, com um número de telefone. Nessa época eu já havia abandonado o “estilo” metal, mas comecei na guitarra aos 11 anos e, modéstia à parte, tocava bem pra caralho, e até então já tinha tido várias bandas. Pedi pro Danny ligar pra mim e o cara marcou um ensaio, mas quando ele descobriu que era comigo, ele cancelou. Sem nunca ter trocado uma palavra comigo. #xateado. Eventualmente montei uma bandinha lá, e tocamos em algumas festas.
Educação física era futebol o ano inteiro. Na minha primeira aula eu já havia sido apresentado como brasileiro. Os capitães que escolhiam os times chegaram a discutir pra ver qual time teria o brasileiro. Fui o primeiro a ser escolhido, e cara ficou felizaço que eu ia jogar no time dele. Se fudeu, sempre fui um pereba de marca maior, e a frustração na cara do capitão era visível. A partir desse dia, sempre fui escolhido por último.
Falando em amizades, na minha primeira semana lá, o Danny me chamou pra escalar. Eu topei, claro, e ele disse que o tio dele iria nos buscar. Maravilha. Daqui a pouco chega um jovem com cabelo espetado e cara de bebê, entra na casa direto, me cumprimenta e começa a fazer café da manhã pra ele. Imaginei que fosse um amigo do Danny, e perguntei que horas o tio dele chegaria. “Esse é meu tio”. O cara tinha 19 anos, um ano a mais que o sobrinho. Ele se chamava Sascha, e era um dos poucos (além do Danny) que falava inglês fluente. E ali foi o começo da maior amizade que já tive até hoje. O Sascha se tornou um irmão pra mim, e depois que voltei pro Brasil, ele veio me visitar praticamente todo ano, ficando sempre pelo menos um mês na minha casa. Anos mais tarde chegamos a morar juntos em Berlim por um tempo.
Então, o Danny e o Sascha decidiram fazer uma festa de boas vindas pra mim. A filha do Sascha havia nascido no dia que cheguei, e a então namorada e filha dele ainda estavam no hospital. A festa seria no apartamento do Sascha. Eu tinha 17 anos, já tinha bebido, já tinha ficado bêbado... mas nunca havia bebido como um alemão. Os caras são selvagens no que diz respeito a álcool. Só lembro de poucos flashs dessa noite, mas me recordo de ter acordado vomitado dentro do berço da filha recém-nascida do cara. O início de uma bela amizade.
O Danny estava fazendo auto escola. Alguns dias antes do teste dele, um amigo nosso, Martin, passou lá na casa com o carro do pai dele, um Civic, e nos levou pra um estacionamento vazio pro Danny praticar. Isso devia ser umas 10 e meia da noite. Ficamos uns quinze minutos ali rodando o estacionamento, quando o Martin perguntou se eu queria dar umas voltas também. Meu pai me ensinou a dirigir aos 14 anos, então falei que sim! Sentei no banco do motorista, apertei o cinto e acelerei por não mais que 5 metros, quando surgem dois carros de polícia. Nos param e mandam sair do carro. Menor de idade e sem carteira... fazem teste do bafômetro em mim, e nos deixam um tempão esperando enquanto falam no rádio. Meus amigos tentaram argumentar, mas os caras só ficavam mais putos. Eventualmente nos levaram pra casa na viatura, e pegaram os dados do meu passaporte.
Alguns dias depois chega uma carta do juiz falando que o que fiz foi gravíssimo e absolutamente inaceitável, e que eu corria risco de ser deportado. Na carta, ele pediu pra eu enviar a minha versão dos fatos, então foi o que eu fiz. Contei exatamente o que aconteceu, embelezando um pouco os fatos (“no Brasil não temos carros como na Alemanha, e meu sonho era dirigir um carro alemão”). Duas tensas semanas depois, recebo a resposta do juiz. “O susto foi punição suficiente. Não dirija novamente sem carteira”. Já o Martin levou uma multa nervosa.
Depois de alguns meses lá, recebo uma ligação da minha mãe. Meu pai sofreu um ataque cardíaco (o terceiro dele), e provavelmente não sobreviveria. Foda. O seguro pagou minha passagem de volta, e dois dias depois de eu voltar ele faleceu. Infelizmente não cheguei nem a falar com ele, pois estava sob sedativo. Depois disso fiquei mais três semanas com minha família, mas decidimos que era melhor eu voltar pra Alemanha enquanto eles se reerguiam aqui, além de ser um gasto a menos pra eles. Voltar pra Europa não foi fácil, cheguei a ter algumas crises de depressão e atravessar esse período de luto longe da família foi bem difícil. Pelo menos já havia feito algumas boas amizades por lá que me ajudaram durante esse momento.
Estava chegando o verão e a temporada de festivais. Não tinha companhia pra ir comigo, então decidi ir sozinho pra um festival no sul da Alemanha, quase na fronteira com a Áustria, chamado Earthshaker Fest. Iriam tocar, entre outras bandas, Motorhead, Sepultura, Kreator, UDO, Sabaton, Testament... Vi onde iria ser o festival e comprei um bilhete de trem pra cidade mais perto, que se não me engano era Kreuth. Comprei barraca, saco de dormir, e fui completamente na louca, falando mal e porcamente alemão, sem Google Maps e sem planejar nada.
Desembarquei em Kreuth (que ainda era longe do local do evento) e comecei a mostrar o panfleto do festival pra pessoas aleatórias na rua, e ninguém sabia nada. Chegou a bater um mini desespero, mas daí perguntei pra um senhor de bicicleta; ele deu um sorrisão e exclamou “JA, JA! Komm mit, komm mit! Follow! Follow!” e saiu pedalando, e tive que ir correndo atrás da bicicleta dele enquanto ele gritava “Follow! Follow!”. Depois de uns 10 minutos correndo, chegamos numa estação de ônibus. Ele me apontou um ônibus “This! Last stop!”. Eu agradeci, e embarquei no ônibus.
Depois de uma hora e meia de viagem mais ou menos, o ônibus já estava vazio. O motorista para num cruzamento no meio do nada com lugar nenhum e manda eu descer. “Letzter Halt!”, última parada. Obedeci, e o ônibus foi embora. Era uma encruzilhada, e não tinha uma alma viva ali perto. “Fodeu”, eu pensei, mas daí vi um carro estacionado bem longe, e fui até ele. Quando cheguei perto, vi que o banco de trás estava cheio de material de acampamento, e os caras estavam claramente indo pro festival. Ufa, pelo menos estou no caminho certo. Pedi uma carona, mas já sabia que não ia dar porque o carro estava cheio. Pelo menos eles me apontaram pra onde ir. “12km praquela direção”. Bom, é melhor eu começar a andar então...
Fui andando na beira da estradinha, que estava vazia. Quando eventualmente passava um carro eu levantava o dedão pedindo carona, mas não tive sucesso. Depois de uns 10 minutos caminhando, já tinha me conformado que teria que andar os 12km, quando ouço uma música vindo de longe. Olho pra trás, e é uma van vermelha tocando metal no último volume vindo na minha direção. Pensei “é agora ou nunca” e estendi o dedão. Os caras passam por mim e param uns 30 metros adiante.
Da van pula um alemão gritando, vestindo só um chapéu de bombeiro, colete de couro e um kilt, além de um copo de cerveja em cada mão. O som tava rolando alto, nem perguntei pra onde eles estavam indo, só entrei na van onde tinha mais 3 caras além do motorista, e TRÊS BARRIS DE CERVEJA. DOS GRANDES. Eles estavam eufóricos, rindo, berrando, falando comigo em alemão, e eu falei “WAIT, WAIT! Please, english only! I’m from Brazil”. Daí que os caras surtaram de vez “YEAAAH BRAZILLL, SEPULTURAA, FUCK YEAAAH” e fui alegremente bebendo na van até o festival.
Chegando lá, armei minha barraca do lado do acampamento deles e passamos boa parte do tempo juntos. O clima da área do camping era animal, muita gente se divertindo, bebendo, curtindo... aquela frieza típica dos alemães não existia lá. Chegamos um dia antes do festival começar, então os shows começariam só no dia seguinte.
O clima de camaradagem entre completos desconhecidos era algo que eu nunca havia visto. Uma hora eu estava andando pelo camping e tinha um cara sentado numa mesa do lado de um trailer. Ele me chama pra tomar uma cerveja ali com ele. Peguei uma garrafa que estava num cooler na mesa e disse “muito legal tua estrutura aqui”, e ele respondeu “não é meu!” Perguntei de quem é. “Não faço idéia!” Na mesma hora chega com um sorrisão no rosto o dono do trailer, um gordo barbudo cabeludo de 1,9m de altura. Ele se senta na mesa e distribui mais cerveja pra todo mundo, e ficamos um tempão ali enchendo a cara.
Inclusive não gosto muito desse negócio de síndrome de vira-lata, mas a diferença entre festivais do Brasil e de lá é brutal. Não é nem questão de estrutura, mas de energia mesmo. O último que fui aqui no Brazil, o Zoombie Ritual em 2013, porra, tinha uma galera escrota pra caralho, um cara chegou a puxar briga comigo por causa de barraca, me estressei bastante. Totalmente diferente. Enfim...
No festival encontrei dois brasileiros, um era representante da Roadie Crew e o outro acho que era do Whiplash, os dois estavam cobrindo o festival. Minha primeira noite de acampamento foi uma merda, dormi mal pra caralho, muito barulho e muita zona. Então combinei com o cara da Roadie Crew de pagar uma quantia pra ele e dormir no chão do quarto de hotel que ele tava, que era bem pertinho. Então a barraca ficou só de QG durante o dia no festival, e à noite tomava banho e dormia no hotel.
O legal desses festivais é que várias bandas fazem sessão de autógrafos, então aproveitei pra pegar autógrafos das bandas que curtia. E com absolutamente todas, eu chegava pra alguém “ei, vamo ali no bar tomar uma cerveja?”, e todas recusavam. Até que fui pegar o autógrafo de uma banda inglesa de prog metal relativamente desconhecida (que eu curtia pra caralho) chamada Threshold. O vocalista original tinha acabado de sair da banda, e quem estava cobrindo pra ele era um cara chamado Damian Wilson. Eu já conhecia o trabalho do Damian, ele fazia o vocal das músicas do Rick Wakeman (tecladista do Yes), Alan Wakeman, e fez também um personagem no que considero um dos melhores discos já gravados, “Into The Electric Castle”, do Ayreon.
Falei pra ele “bora tomar uma cerveja ali no bar?” e ele topou na hora, pulou por cima da mesa e fomos. Tomamos um chopp e ficamos batendo papo, mas chegava muita gente falar com ele. Ele disse “vamos no restaurante das bandas lá atrás que é mais tranquilo”, e eu respondi que não tinha acesso àquela área. O cara imediatamente tira a credencial de banda dele e coloca no meu pescoço. “Pode deixar que eu dou um jeito de pular ali por trás”.
CA-RA-LHO. Bom, tomara que essa merda dê certo. Passei tranquilo pela segurança, que viu a credencial. ACESSO TOTAL. Encontrei de novo o Damian ali atrás, e era mais ou menos hora do almoço do último dia do festival. Ele me pergunta se eu estou com fome. Tava morrendo de fome, e comendo mal pra caralho desde que cheguei. “Só um pouquinho”. Entramos no restaurante das bandas, e vários músicos estavam lá. Muitos eu não conhecia, mas que eu reconheci era o Paulo Junior do Sepultura, e o Mike Terrana do Masterplan.
Fui levado até a mesa da banda do Damian, onde ele me apresentou pra cada um da banda e me fez sentar ali. Peguntou “você come carne?” eu disse que sim, e lá foi ele fazer um prato de pedreiro pra mim no buffet. Enquanto almoçava fiquei conversando com os músicos, todos absurdamente simpáticos, e tirando a barriga da miséria. As mesas eram todas muito juntas, e daqui a pouco chega o Dani Filth pra almoçar, e senta exatamente do meu lado. Ele estava com “meia” fantasia pro show que ainda iria fazer, sem a maquiagem, mas com as calças do capeta. Eu até curto um pouco de Cradle of Filth, mas não conheço quase nada. Virei pra ele e falei “parabéns pelo álbum novo” (nem tinha ouvido na verdade). O cara foi um lorde gentleman, extremamente simpático, agradeceu e ficou um tempão falando sobre como o álbum foi escrito.
Dali a pouco o Damian diz “você gosta de Within Tempation? Vem aqui, deixa eu te apresentar eles”, e me levou até o camarim dos caras. Infelizmente só estava o guitarrista lá, e os dois ficaram conversando e eu fiquei boiando.
Não lembro exatamente como, mas acabamos nos separando. E eu fiquei com a credencial dele. “Bom, vou aproveitar né”. Andei por tudo lá atrás, cruzava com o pessoal das bandas, mas tentava não chamar muito a atenção. Encontrei meu amigo da Roadie Crew lá atrás “como que vc entrou aqui???” Contatos, meu amigo... na hora do Motorhead, entrei pelo backstage e assisti sentado no palco, de trás, quase do lado da bateria. No meio do show, resolvi ir ali no chiqueirinho dos fotógrafos, na frente do palco, tirar umas fotos. Vários fotógrafos profissionais com câmeras gigantes, e eu com a minha camerazinha mais barata do mundo. Nesse momento quase deu merda: eu ainda estava com a pulseira de “plebeu”, de público normal. Um segurança agarrou meu braço, e eu imediatamente mostrei a credencial! O cara largou, mas ficou cabreiro, e eu saí logo dali.
O Motorhead foi a última banda a tocar. infelizmente só consegui a credencial no último dia, mas deu pra aproveitar o festival bem pra caralho do início ao fim e fechando com chave de ouro. Só com muita sorte pra ter outra oportunidade dessas.
No fim, adiei minha volta pro Brasil pra algumas semanas depois desse evento por conta da minha família. Mas olha, esse final de semana me abençoou num dos períodos mais difíceis que já passei.
Alguns anos depois, num show do Iron Maiden em Curitiba, encontrei o cara do Whiplash que conheci lá no festival. A primeira coisa que ele me disse: “CARA, o Damian Wilson tava louco atrás de vc!!! Ele se ferrou porque não conseguia ir em lugar nenhum sem a credencial!” Ops...
Um tempo depois contatei o Damian pelo Facebook, com a foto da tal credencial e pedindo desculpas. Ele nem se lembrava mais, achou engraçado, e me chamou pra tomar um pint quando eu estiver em Londres.
Na foto, a credencial e alguns dos autógrafos que peguei durante o evento. Desculpem se enrolei demais e fugi do tema, mas acabei me empolgando.
Qualquer hora conto a história de como enchi a cara com o Edguy, mas daí sem incluir a minha história de vida.

https://imgur.com/a/19VyNWP
https://i.imgur.com/kMHIDEq.jpg
submitted by SunTzuManyPuppies to brasilivre [link] [comments]


2019.11.19 21:29 petitpapillonbebe Cama compartilhada: coisas para pensar

Cama compartilhada: coisas para pensar
A cama compartilhada está associada a um risco aumentado de morte súbita inesperada na infância, incluindo a síndrome da morte súbita do lactente e acidentes fatais do sono em algumas circunstâncias. Mas há muitas razões pelas quais os pais optam por ter seus bebês na cama com eles.
Por exemplo, muitos pais que dormem com seus bebês acreditam que isso ajuda seus bebês a se sentirem seguros. Eles gostam do contato corporal próximo, sentem que é gratificante e acreditam que é bom para o relacionamento deles com os bebês.
Além disso, alguns pais dormem porque acham mais prático. Amamentar e reinstalar durante a noite pode ser mais fácil. Os pais também acham que isso ajuda no sucesso da amamentação.

https://preview.redd.it/5wjk2kcjdpz31.jpg?width=1024&format=pjpg&auto=webp&s=2eb8f6935b5673bc818da3124131e220435e26ae

O que dizem os especialistas

Os especialistas em segurança do sono infantil recomendam que seu bebê durma em um berço ao lado da cama durante os primeiros 6 a 12 meses. Uma opção interessante é o berço portátil, que além de ser totalmente retrátil e não ocupar muito espaço fica ao lado da cama dos pais e fornece uma superfície separada para dormir, mas mantém o bebê próximo para amamentar. Ambas as opções reduzem o risco de SUDI, incluindo SMSI e acidentes fatais de sono para seu bebê.

Quando a cama compartilhada é um problema

· você ou seu parceiro é fumante
· você ou seu parceiro usa drogas, álcool ou qualquer tipo de medicamento sedativo que cause sono pesado
· seu bebê tem menos de três meses ou era prematuro ou menor que a maioria dos bebês quando nasceu.

Dicas para que o bebê tenha um sono seguro

· Coloque seu bebê de costas para dormir (nunca de barriga para cima ou de lado).
· Verifique se a cabeça do seu bebê está descoberta durante o sono.
· Use cobertores leves, não colchas pesadas. Você pode usar um saco de dormir infantil.
· Mantenha o ambiente do sono livre de fumo.
submitted by petitpapillonbebe to u/petitpapillonbebe [link] [comments]


2019.10.20 17:11 G1doBem As consequências indesejáveis da pílula anti-concepcional que ninguém divulga (entrevista com perita no The Guardian)


https://www.theguardian.com/society/2019/oct/19/dr-sarah-e-hill-how-pill-influences-womens-brains
submitted by G1doBem to brasilivre [link] [comments]


2019.08.17 07:30 taish Minha experiência com SRS, parte 2: a cirurgia e os dias no hospital

Em geral prefiro dar mais tempo, distância e perspectiva para dividir minhas experiências. No entanto, quero aproveitar enquanto está fresca essa fase da recuperação da minha SRS.
Essa é a parte 2 de ?, sem periodicidade definida. Por enquanto estão planejadas a parte 1, sobre a escolha do cirurgião, e a 3, sobre a recuperação em casa.
Este, como qualquer relato, se refere à minha experiência, com o meu cirurgião, nas minhas circunstâncias de saúde, anatomia, etc. Não é de nenhuma forma uma narrativa universal. A intenção, como sói acontecer, é ajudar a preparar outras mulheres que irão passar pela SRS ao fazê-las atravessar esses eventos através do texto. Mesmo que não tenham experiências iguais à minha, haverão pontos de contato; e estar preparada, nesse caso, quanto mais, melhor.
 
Conto que minha cirurgia começou três dias antes, na sexta-feira. A preparação intestinal me dava um pouco de calafrios, pois: 72h de dieta líquida translúcida, que eu lidei com caldo de feijão peneirado, sucos de maçã e laranja, gelatina e três ovos/dia. (Sabia que ovo não deixa resíduo na digestão? Nem eu.) Proteína salvadora: tinha medo de ficar fraca, e ainda tinha que pegar um avião no domingo. Mas nem. Tive um pouco de dor de cabeça, mas nada além disso. E um tanto de mau humor, né, três dias sem comer direito (e já dez sem hormônios) mexe com a gente.
Além da dieta, sexta e sábado foram de tomar laxante. Mmmmm. No fim das contas, até decente, pois me deixou dormir em paz. Aliás, dica: se for comer gelatina, não come as vermelhas, que vai sair vermelho também e é uma visão bem ruim, mesmo sabendo que é só gelatina. Outra dica é esperar passar o "fluxo" pra tomar um banho e hidratar beeem a área do local de saída. Fica ardidíssimo dos ácidos intestinais (ou o que o valha), e essa é a parte mais desagradável; mas me surpreendi com a velocidade de regeneração de um dia pro outro, e acho que manter bem hidratado ajudou.
Intestinos vazios e preparados, viajei domingo pra Florianópolis.
///
Na segunda-feira, acordar cedo, ir pro hospital, fazer check-in, ir pro quarto esperar a hora. Hospital pequeno, só para cirurgias e procedimentos, sem luxo, mas adequado. Logo vem um enfermeiro (muito muso, provável homem mais lindo dessa ilha) medir sinais vitais e botar pulseirinha. Uma hora se passa, muito longa (eu saí de casa cedo demais), até que o cirurgião chega. Conversamos, ele me passa alguns protocolos e ensaiamos: a posição que irei ficar na cama por cinco dias, como me mover pra saidescer dela, como caminhar. Em seguida a cirurgiã auxiliar chega também. Eles seguem para o centro cirúrgico, eu também me preparo e vou logo depois. Muso me leva até a sala de cirurgia. Sou recepcionada por uma médica incrivelmente doce, vamos de mãos dadas até a cama, onde me deito. A anestesista consegue ser ainda mais fofa, segura minha mão e me acaricia os cabelos enquanto faz algumas perguntas e me diz o que vai acontecer em seguida. Sério, esses momentos foram de ternura overload, quis trocar telefone, ficar amiga, casar com elas, sei eu. Sei que me fizeram muito bem, surpreenderam, acolheram e distraíram de um jeito bom.
Olho pra cima e vejo as múltiplas luzes sobre mim. Desde que marquei a cirurgia, cinco meses atrás, senti basicamente de tudo -- ansiedade, euforia e antecipação, principalmente. Mas medo, medo mesmo, esse foi o único instante em toda a história. Não que saiba explicar muito, mas acho normal; simplesmente o frio na barriga de que, ok, isso realmente tá acontecendo, estou prestes a ser reconstruída e reconfigurada e espero que fique tudo bem, talvez esse desconforto da ideia do coma da anestesia geral. Mas não durou mais que uns 30 segundos, também. A anestesista fofa avisou que eu teria uma tonturinha, eu sinto as mucosas da boca ficando estranhas e... geladas? Fecho os olhos e--
Acordo como se tivesse apenas piscado. É bem estranho, como se o tempo não tivesse passado. Tinha alguém na sala comigo, não sei dizer quem era. De alguma forma perguntei se havia corrido tudo bem; tudo, tudo bem. Perguntei também quanto tempo havia ficado em cirurgia, e me assustei com a resposta: mais de 7h30. Confirmei se havia ocorrido alguma complicação -- não, nenhuma, foi tudo certo. Que coisa. Tentaram me levar pro quarto, o cirurgião irrompeu em algum ponto, brabo dizendo que havia avisado que era pra esperar que ele iria junto me levar. Finalmente chegamos, fui passada pra cama, e colocada na posição em que deveria ficar: deitada de costas, coxas bem afastadas, dando o máximo espaço possível para o púbis. Articulação dos joelhos apoiadas em mochinhos pra segurar o peso, pernas dobradas pra dentro pra caber na cama de solteiro. Mandei algumas mensagens curtas por whatsapp, fiquei com minha mãe e tia no quarto, conversando de leve. Não sei bem dizer o que sentia; sair dessa anestesia toda me deixou meio embotada, memória cheia de buracos, sobram flashes. Mas era positivo. Saber que a cirurgia tinha acontecido era uma sensação muito gostosa, mas não ainda aquele cair da ficha.
Daí começou a parte complicada.
Demorei uns dez minutos naquela posição, na cama pequena e de colchão muito duro, pra começar a sentir dor nas costas, comichão por tudo, e a necessidade incrível de me virar, me mexer, ajeitar. Dor no local da cirurgia, nada; mesmo quando senti que a anestesia local foi passando. Mas começou a me dar uma agonia de não poder me mover, e isso eu não estava esperando. Eu sabia que teria restrições de movimento mas não tinha imaginado assim. Não demorou pra me bater um desespero de pensar: não vai dar, eu vou ter que me virar, não vou aguentar, preciso me mexeeeer. Era segunda, e eu teria de ficar naquela posição até sexta. Só o que podia fazer -- e fazia, repetidamente, buscando um alívio momentâneo, e passar o tempo -- era tirar o mochinho de baixo do joelho, esticar a perna lentamente pra fora da cama, ficar assim um instante, recolocar a perna na posição, fazer o mesmo com a outra, e tudo de novo num looping. Senti o pé esquerdo dormente, formigando, parecia inchadíssimo (mas era só sensação). A posição, deitada e sem poder reclinar as costas, não ajudava a usar o telefone, e impediu ver tevê. Fiquei olhando pela (belíssima vista) da janela, tentando não pensar no meu corpo, nem no tempo.
Não dormi na segunda-feira. Passei a noite pedindo sedativos para os enfermeiros, mas nada (compreensivelmente). Cirurgião veio me ver terça de manhã, pedi a ele. Disse que não me daria, pois um sedativo leve não faria efeito, e um suficiente seria pesado demais e eu acabaria saindo da posição que, enfim, é importante manter. Passei o dia muito mal e muito desconfortável. Insisti na visita da noite, ele decidiu me dar um rivotril. Bênção! Dormi a noite toda, mais muitos períodos do dia na quarta-feira.
Na quarta, bastante coisa aconteceu. Pé esquerdo seguia morto, mas parecia um pouco mais sensível. O cirurgião me ensinou a limpar os pontos, o que significou usar um espelho com cabo e me ver pela primeira vez. Me espantei, pois apesar de ultramegainchada, era já tão bonitinha! Fiquei óun de ternura, e lembro que as palavras exatas foram "óun, olha, sou eu". Queria, mas não chorei, prestando atenção no tutorial de higienização. Meu intestino deu sinais de vida (gases!), o que significou que à noite pude reiniciar a dieta líquida. (Até então, não pude tomar nem água; tudo via soro.) Nesse dia também dei meus primeiros passos. Antes: arrastar a bunda e as costas na cama, lentamente pra não mexer o púbis, até o limite da cama. Fazer uma manobra na lateral pra apoiar apenas o cóccix ao sentar, e ficar em pé. (Essa ainda é a forma de deitar e levantar até agora.) Passos, na verdade apenas meios-passos, cuidadosos, um caminhar de pernas abertas feito pato (que também continua até agora). Percorri uns três metros até um sofá, quando me deu uma gigantesca tontura e eu comecei a suar como se tivesse 50°C. Sustinho, mas previsto. "Descansei" sentada no cóccix por um instante, e voltei pra cama. Se bem me recordo, nesse dia o cirurgião me visitou 3 vezes, sempre limpando meus pontos e verificando a cicatrização. Perguntei se tomaria clonazepam outra vez, mas não; achou melhor me dar um relaxante muscular. Efeito acabou sendo nulo e foi outra noite de agonia sem dormir. Precisava reencontrar minha subjetividade, então ouvi uma mixtape de ambient cheia de favoritas. Finalmente chorei, ao ouvir "Above Chiangmai", como esperava. Minha mãe perguntou se era de feliz; assenti. Completava exatos 3 anos e 7 meses de transição, incrível pensar em tudo que mudou na minha vida (agora, de fato, basicamente, tudo).
Na quinta, depois de minhas múltiplas reclamações sobre não-descanso e me sentindo traída, fui prometida rivotril à noite. Foi outro dia péssimo, de dor nas costas e angústia daquela posição. Numa das duas visitas, cirurgião retirou meu molde (também conhecido como packing/tampão -- o enchimento que fica dentro da vagina pra formacicatrizar o canal). Não senti nada; não doeu pra tirar, não me incomodava antes, não tive alívio depois. O catétesonda urinária, aliás, que era uma das partes que mais temia, se revelou ser uma mão na roda, na real. Não senti qualquer incômodo, nem vontade ou sensação de xixi -- simplesmente acontecia. Umas duas vezes senti que precisava fazer, e isso era porque a bolsa tinha de ser esvaziada. Como tinha tirado o molde, não caminhei nesse dia. Evoluí pra dieta pastosa. O pé esquerdo finalmente voltou ao normal, ufa. À noite, o clonazepam resolveu me sacanear. Meio-dormi mas não descansei -- fiquei pesadelando/delirando com cenas agressivas, aceleradas, violentas, que me acordavam constantemente e fizeram a agonia da noite se arrastar. Tipo, PORRA. Foram uns cinco ou seis 'sketches' longos, só lembro de um, em que fazia um artigo pra faculdade cartografando com agulhas todos os pontos do meu corpo que doíam (o único que não doía era o local da cirurgia). Noiadíssima. Aparentemente, isso é algo que pode acontecer? Nunca tinha tomado rivotril antes (nem feito qualquer cirurgia, ou baixado hospital, tudo muito novidade por aqui). Enfim, outra longuíssima e exaustiva noite.
Na manhã de sexta, a cirurgiã auxiliar veio me ver bem cedo; me examinou, caminharíamos, e se fosse tudo bem, receberia alta. Foi tudo bem, várias voltinhas pelo quarto, sem tontura. Tive alta no começo da tarde. Cena bacana: sentar na 'ponta' da bunda pra levantar e me vestir, olhar pra baixo, e não ver nada no meio das pernas. Momento ooooooh isso é novo, isso é bom, isso é muito muito bom, aquele sorriso que brota, meio besta, o cérebro mezzo "wait-what?" mezzo "arram, confere com o que tá escrito aqui no mapa, segue o baile". Confesso que depois de cinco dias deitada, tendo dormido quase nada, tava meio temerosa de passar mal caminhando até o carro; me apoiei no braço do enfermeiro-muso, procurando focar na tarefa e não pensar bobagem. Mas foi tudo super bem. Pena que não tinha como me despedir de todo o staff, em geral muito querido e atencioso. Não sei exatamente como venci os cinco dias/quatro noites de internação -- acho que venci porque tinha que vencer, né, que outra opção real haveria. Enquanto houvesse de onde tirar obstinação pra permanecer no raio da posição, eu insistiria. Que bom que consegui. Não é pra assustar ninguém, esse relato; faria tudo de novo sem pensar duas vezes. Mas estejam mentalmente preparadas pra essa possibilidade ou adjacências, e quem sabe, aprendam meditação. Foi a única coisa que pensei que talvez pudesse ter me ajudado.
///
Vou deixar pra falar da fase de recuperação seguinte, no apto, num outro momento, mas pra tranquilizar: na hora em que pude deitar numa cama confortável, de casal, com espaço e bons travesseiros pra apoiar a cabeça e as pernas, tudo ficou 23899237% melhor. Tô cracaça de dormir de barriga pra cima agora, durmo a noite toda um sono ótimo (exceto que a bexiga me acorda pra ir fazer xixi, estou tendo de lidar com essa novidade (nunca fui de acordar no meio do sono pra ir ao banheiro, espero que isso passe quando pude voltar a dormir na posição favorita)). Acho que o caos todo foi mesmo o raio da cama extremamente terrível do hospital, e a falta de espaço pra ajeitar adequadamente as pernas.
 
A frase que gravei e trago como mantra, passada por alguém que esteve nessa situação antes de mim, é: SRS não é um evento, é um processo. Faz uns cinco/seis anos que leio tudo que é relato sobre a cirurgia, então não sei se posso dizer que não sabia -- mas certamente venho me surpreendendo ao passar pela recuperação. É realmente ir construindo, trabalhando, terminando essa genitália reconstruída; acompanhar sua evolução, encarar percalços e dificuldades e imperfeições, enfrentar ansiedades de querer estar pronta, ir pra vida. Mas faz parte, e também cheio de bons momentos, descobertas muito gratificantes, e poxa, é um conquistar de sonho que vai se cristalizando. A ficha aquela não caiu por inteiro, vem aos poucos; às vezes me invade essa coisa boa, sensação de que essa disforia se foi, apesar de que não pude testar direito, na vida lá fora ainda -- mas quando imagino, é bem como me imaginava antes, confortável comigo, pronta pra tudo, aberta pra vida. Mas falamos mais sobre isso mais adiante, quando eu tiver coisas mais factíveis pra trazer.
Partes 1 e 3 do relato em breve. <3
submitted by taish to transbr [link] [comments]


2019.08.14 00:42 seubell77 5 Truques para controlar a ansiedade (SIMPLES E EFICIENTES)

Compartilhe este vídeo: https://youtu.be/S3CBULFhqRo Alguma vez você já passou por aquela palpitação fora de contexto? Já sentiu calafrios mesmo em temperaturas altas? Tem dificuldade de lidar com sentimentos? Passa por momentos de falta de ar ou respiração ofegante? Se você respondeu sim para a maioria dessas perguntas, saiba que a ansiedade e a depressão estão destruindo histórias e esses são alguns sinais que o corpo manda quando algo está tirando sua tranquilidade. A ansiedade é um sentimento inerente ao ser humano, um sofrimento por antecipação, uma angústia que limita suas ações, um estado caracterizado por medo, apreensão, mal-estar, desconforto, estranheza do ambiente ou de si mesmo e a sensação de que algo desagradável está para acontecer. Para controlar a ansiedade, é preciso encontrar a raiz do problema. Investigar os reais motivos que estão impedindo você de pregar os olhos à noite e aproveitar a vida com menos aflição, mas pode não ser tarefa fácil, e em alguns casos é fundamental procurar ajuda de um profissional. Mas ainda assim, dá para adotar algumas dicas para tornar a rotina mais tranquila. Além dos medicamentos convencionais, existem algumas alternativas naturais que podem nos ajudar a controlar a ansiedade. Então, aproveite para conferir cada uma das dicas que separei para você. Primeira dica: Tome um chá A maioria dos chás possui substâncias que funcionam como sedativos suaves e podem ajudar no controle da ansiedade diária. As plantas mais conhecidas e estudadas com essa ação são a passiflora, a melissa a camomila e a valeriana. Segunda dica: Esteja com quem você ama Conviver com pessoas queridas da família, amigos e conhecimentos que se tenha afinidade faz toda diferença na qualidade de vida. A companhia de quem amamos é especial para nosso emocional. Quem está bem vive mais relaxado e menos ansioso. Terceira dica para controlar a ansiedade: Pratique atividades físicas A forma mais comum de controlar a ansiedade é a prática de exercícios. Praticar atividades físicas ajuda a lidar com estados de ansiedade porque eleva a produção de serotonina, substância que aumenta a sensação de prazer. Essa alternativa costuma funcionar dependendo da disposição da pessoa, uma vez que nem todo mundo gosta de praticar exercícios. Quarta dica: Confie mais em si mesmo Você é (ou deveria ser), sem dúvida alguma, a sua melhora companhia. Não há ninguém que estará ao lado mais tempo que você mesmo, por isso, invista nessa bela "parceria" com você mesmo. Seja fiel a você. Confie mais e isso lhe dará forças para lidar com a ansiedade do dia a dia. Quinta dica: Procure ajuda profissional Algumas dessas dicas são opcionais, você pode ou não segui-las conforme a necessidade. Mas esta não, procurar ajuda é uma obrigação para quem passa por algum transtorno de ansiedade, por mais leve que pareça ser. Procurando ajuda, você não vai demonstrar fraqueza, muito pelo contrário, as pessoas fortes são aqueles que reconhecem suas deficiências e vão em busca de quem pode ajudá-las a melhorar.
submitted by seubell77 to u/seubell77 [link] [comments]


2019.08.07 13:10 Neither_Psychology Fobia Social e Depressão

Bom dia a todos,
Como não encontrei outros subs mais específicos pra isso, como psiquiatria, fobia social, etc, resolvi postar aqui mesmo. Desculpa se o post for inadequado.
Vi que alguns user já postaram aqui sobre Fobia Social e depressão, então resolvi dar meus 2 centavos a respeito de como estou tratando minha doença e falar sobre o que, na minha opinião, funciona e não funciona. Tento, através deste post, dar esperança a pessoas que também passam pela mesma situação e não estão recebendo tratamento adequado. Quero deixar claro que quando digo Fobia Social e depressão, estou me referindo a um quadro generalizado e persistente, de natureza grave, que caracteriza uma doença com componentes biológicos e, muitas vezes, genéticos. Casos mais leves ou específicos (ex: apenas medo de dar palestras, depressão após demissão) podem ser resolvidos apenas com terapia e tempo. Vou começar contando minha história.
Desde criança eu apresentava alguns sintomas ansiosos e depressivos (possuindo inclusive outros casos similares na família), porém conseguia funcionar de maneira relativamente normal. As coisas começaram a piorar gradativamente ao atingir a puberdade. Até os 14 anos já apresentava bastante dificuldade com ansiedade, sintomas depressivos e de TOC porém ainda conseguia fazer amigos e ir para a escola. Aos 15 as coisas atingiram um nível em que larguei de assistir as aulas, faltando várias vezes, e culminando em repetir o primeiro ano do ensino médio. No próximo ano, já com os amigos em outra série, me tornei socialmente recluso na sala de aula. A ansiedade e falta de motivação só pioraram com o passar do tempo, repeti mais uma vez, dessa vez o segundo ano. Com muita dificuldade, consegui me formar em 2014, nesse meio tempo já tinha buscado ajuda profissional de psiquiatras e psicólogos, sem obter grandes sucessos.
Em relação a terapia, devo confessar que não me serviu de nada. Foram alguns anos com acompanhamento em que tive 0 melhora no quadro, mesmo tendo consultas todas as semanas com dois psicólogos diferentes. A primeira medicação que tomei foi o ISRS Fluoxetina, obtendo alivio em certos sintomas de TOC, mas não passou disso. Já tendo abandonado 2 cursinhos pré vestibular e frustrado com os tratamentos, entrei em uma fase em que me revoltei, decidi que iria resolver meu problema sozinho sem remédios. Depois disso foram alguns anos pesquisando, ao ponto da obsessão, vários jeitos de me "curar", incluindo: Exercício (cheguei a treinar pesado, agachando 120 kg na academia), vitaminas, livros de auto ajuda, pensamento positivo, dieta, exames de sangue para detectar possíveis causas (painel hormonal e da tireoide, vitaminas, minerais, etc). Tive vários altos e baixos, e me senti melhor em algumas ocasiões, mas a ansiedade e a depressão continuavam presentes.
No começo desse ano resolvi voltar a estudar, e me inscrevi em outro pré vestibular. Me forcei a falar com as pessoas, acreditando que a exposição diminuiria a ansiedade. No começo achei que conseguiria continuar até o fim, porém a ansiedade ficava maior a cada semana de aula e ainda tinha muitos problemas com energia, me sentindo mentalmente cansando durante os dias. Após os dois primeiros meses, me sentindo "incurável", entrei em uma fase de depressão e parei de ir as aulas, foi então que percebi que precisaria de ajuda profissional novamente.
Comecei a tomar o ISRS Sertralina e marquei uma consulta com um psiquiatra que também fazia terapia. A Sertralina me deixou pior, foi então que troquei para o remédio Pristiq, que também só me piorou. As sessões de terapia davam certo conforto emocional mas a ansiedade e a falta de energia continuavam. Parei com o Pristiq e comecei a tomar Mirtazapina. Para minha surpresa, o novo remédio me deu algum alívio na ansiedade, porém, depois de algumas semanas, a desmotivação persistia. Foi então que comecei a estudar sobre a farmacologia das drogas psiquiátricas e o sobre os diferentes tratamentos para ansiedade e depressão.
Descobri que a classe mais prescrita pelos médicos, os Inibidores Seletivos de Receptação de Serotonina, tem uma baixa taxa de eficácia, funcionando de primeira para cerca de 25% dos pacientes. Descobri que o remédio que estava tomando, Mirtazapina, tem uma baixa afinidade como Inibidor da Recaptação de Serotonina (IRS), também não tendo efeito sobre a dopamina e a noradrenalina, sendo assim, pouco eficaz para depressão como monoterapia, funcionando mais como um ansiolítico devido a seu efeito sedativo. Descobri que existem remédios menos usados que tendem a ser mais eficazes, como o Tricíclico de dupla ação Clomipramina. Descobri também que uma classe antiga de antidepressivos, os IMAOs, são os remédios com maior eficácia comprovada para depressão e ansiedade, sendo que um estudo (1) mostra que, pasmem, após 1 ano de tratamento, 62% dos pacientes utilizando o IMAO Parnate obtiverem uma marcante melhora no quadro de ansiedade social e 17% uma resposta moderada, somando uma taxa de 79% de resposta. Tendo em vista que as doses usadas foram de 40-60mg, e alguns poucos pacientes talvez responderiam melhor a uma dose maior que a máxima, podemos teorizar que talvez a eficacia seja maior ainda. Para depressão resistente a tratamento, IMAOs tendem a funcionar quando a eletroconvulsivoterapia (ECT) falha.
Após muito estudar e refletir, aceitei que minha Fobia Social e depressão são de origem biológica, que sempre teria que conviver com isso e que não conseguiria superar apenas com terapia e força de vontade. Decidi que se for para viver assim, e tendo em vista que os outros tratamentos falharam, iria atrás da melhor medicação conhecida para a doença disponível, foi ai que decidi tomar Parnate (Tranilcipromina), um dos únicos IMAO disponíveis no Brasil.
Sobre a melhor eficácia dos IMAO sobre os outros antidepressivos, explico: Os IMAO são os únicos ADs que aumentam os 3 importantes neurotransmissores, serotonina, dopamina e noradrenalina, ao mesmo tempo. Eles funcionam através da inibição da enzima monoamina, responsável por oxidar esses neurotransmissores, aumentando, então, o nível dos mesmos. Apesar de serem muito eficazes, os IMAO caíram em desuso por serem considerados perigosos. Ao utiliza-los, é preciso evitar comidas que possuam Tiramina,para impedir uma crise hipertensiva, e medicações que agem como Seletores de Recaptação de Serotonina, podendo causar a Síndrome da Serotonina, porém, esses efeitos colaterais são em sua grande maioria exagerados, tanto pela comunidade médica, como pelas farmacêuticas. O psiquiatra clinico australiano, mundialmente renomado e aclamado por Stephen Stahl como o maior especialista em Síndrome da Serotonina e especialista em IMAOs, Dr. Ken Gillman, possuí um site em que desmente mitos comuns sobre os IMAOs e explica em que casos devem ser usados.
Ao ser negado a prescrição de Parnate pelo meu psiquiatra, com alegações sobre serem "perigosos", resolvi fazer as coisas por contra própria. Tenho parentes médicos na família, portanto não foi difícil conseguir a receita. Ao longo de semanas, fui cuidadosamente aumentando a dose conforme o recomendado pelo Dr. Gillman em seu artigo "Parnate Starting and Adjusting Dose". Estou 1 mês e meio tomando a medicação, a primeira coisa que notei foram os pensamentos negativos desaparecerem após a segunda/terceira semana. A ansiedade está claramente diminuindo a cada dia que se passa, já sinto bem menos ansiedade para andar na rua, me socializar e para ir ao cursinho e estou sentindo um aumento de confiança. Pela primeira vez na minha vida consegui dançar em uma festa com meus amigos, antes, mesmo estando embriagado, tinha um medo mortal. A falta de motivação e energia ainda não estão perfeitas porém estão melhorando.
A dieta, ao contrário dos manuais oficias desatualizados, é ridícula de ser seguida. Quase nenhuma mudança precisa ser feita pela maioria das pessoas, devendo ser evitados os alimentos envelhecidos, não pasteurizados ou de refrigeração e higiene duvidosa. Os mais comuns que correspondem a isso são queijos envelhecidos como parmesão, molho shoyu/soja, e bebidas como Chopp e alguns tipos de vinho. Cerveja engarrafada; queijos industrializados como mussarela, queijo prato, queijo ralado de supermercado; bacon e presunto industrializado; leite e derivados; chocolate; todos são liberados para consumo. Em caso de crise hipertensiva por ingestão acidental, a maioria da vezes não é grave e não requer hospitalização ou medicalização, durando apenas algumas horas. As interações de medicações também são simples, tudo está liberado (com pequenas exceções) menos drogas que ajam como Inibidores de Recaptação de Serotonina (ex: anestésico tramadol, outros ISRS, alguns Tricíclicos). Sobre efeitos colaterais, os IMAOS (principalmente Parnate) tendem a possuir menos efeitos colaterais a longo prazo dos que os outros ADs. Os mais notáveis são hipotensão postural, um indicador de dose terapêutica, e insonia, ambos tendem a desaparecer depois de alguns meses. Efeitos sexuais não são tão comuns e também tendem a desaparecer caso ocorram.
Não venho aqui dizer que todos com esse problema devem tomar Parnate. Só quero mostrar que existem opções que muitas vezes não são nem discutidas com os pacientes. O grande problema é que a maioria dos psiquiatras hoje receitam vários ISRS (fluoxetina, sertralina...) durante anos, na esperança de obter uma resposta, deixando de oferecer outras opções muito mais eficazes. Isso contribui com a dessatisfação dos pacientes, que tendem enxergar os remédios com desdem depois de várias tentativas falhas. Não existe nenhum manual ou guia médico que recomende a tão comum prática de receitar vários IRS seguidos. Isso trata-se de pura incompetência da psiquiatria moderna. Os IMAOs não devem ser descartados. Outro fator importante que é ignorado é que o psiquiatra não deve aceitar outro resultado que não a completa remissão dos sintomas do paciente, são muito comum os casos em que há um grau melhora inicial e a droga e dose são mantidas as mesmas, mas o paciente ainda se sente sintomático. Não aceite menos do que 70% de melhora no nível de ansiedade ou remissão da depressão, caso contrário, o tratamento ainda deixa a desejar. Cabe também dizer que muitos que tem Fobia Social cronica possuem depressão. Os dois maiores sintomas de depressão endógena, ou biológica, são anergia e anedonia. Um tratamento eficaz, nesse caso, deve também visar reduzir estes sintomas. Quero ressaltar também que a terapia não deixa de ser importante para alguns casos, porém, quando a ansiedade/depressão são endógenas e cronicas, de carácter grave, é fundamental o tratamento com medicamento.
Vou deixar alguns links que recomendo do site do Dr. Gillman:
https://psychotropical.com/parnate-starting-and-adjusting-dose/
https://psychotropical.com/ken-gillman-ad-algorithm/
https://psychotropical.com/why-most-new-antidepressants-are-ineffective/
https://psychotropical.com/depression-what-is-it-why-drug-treatment/
https://psychotropical.com/tcp-new-review/ *Menciona Ansiedade Social

(1) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/3209719 *Estudo sobre Parnate e Ansiedade Social
submitted by Neither_Psychology to brasil [link] [comments]


2018.03.24 13:53 ssantorini Prisão perpétua é preferível à pena de morte, porque causa mais sofrimento.

A pena de morte hoje em dia é o cara tomar uma injeçãozinha e dormir como um anjo. Qualquer um que já tenha tomado sedativos para procedimentos médicos sabe a benção que seria esse tipo de pena.
A prisão perpétua, por outro lado, causa muito mais sofrimento psíquico. O cara ficar vivo e consciente, trancado por décadas a fio, sabendo e vendo o que perdeu, é uma punição bem mais rigorosa.
Por isso eu deixei de defender a pena de morte e passei a defender a prisão perpétua.
Além disso, estudos mostram que a pena de morte é, paradoxalmente, de aplicação mais cara. Prisão perpétua sai mais barato.
E prisão perpétua pode ser anulada em caso de erros, pena de morte não.
submitted by ssantorini to brasilivre [link] [comments]


2017.09.30 17:18 -Diogenes- [Atualização] Boa tarde, meus amigos anônimos! Estou de volta, um pouco debilitado, mas vivo. Obrigado pelo carinho!

As coisas saíram um pouco do controle. Fiquei cerca de 4 horas na sala de cirurgia para uma simples colecistectomia (ainda não sei bem o que aconteceu, entrei pela manhã e acordei de madrugada com muita dor). Fiquei sedado após a cirurgia, senti muita dor e agora estou lutando contra uma infecção, já estou em casa. Não estou podendo me mexer muito, estou tomando alguns sedativos, antibióticos e analgésicos.
Deram-me o notebook um pouco, está do meu lado na cama, perdoem a formatação e tudo mais. Ainda estou meio desorientado (estou nervoso porque não para de sair sangue do meu umbigo, eu sempre tive agonia que mexessem nele, então estou tomando calmante para amenizar), ainda estou com muita dor no umbigo, não estou conseguindo ir ao banheiro de tanta dor, mas não corro mais risco (espero).
Não poderia deixar de dar aqueles conselhos, foram coisas banais e simples, no entanto são justamente estes conselhos bobos que acabamos ignorando.
Reforço um em especial, cuidem da saúde. Praticar atividade física, comer pouco e coisas saudáveis é o que mais escutamos de todos que nos cercam, acho que é um dos conselhos mais ouvidos no mundo, mas só quando se está todo cortado e sentindo dores alucinantes que se entende o real significado de cuidar da saúde.
Obrigado pelo carinho e emanações positivas, ao menos vocês se preocuparam.
Tenham um ótimo final de semana! Este lugar mora no meu coração.
submitted by -Diogenes- to brasil [link] [comments]


2017.08.26 18:59 ssantorini Prisão perpétua é preferível à pena de morte, porque causa mais sofrimento.

A pena de morte hoje em dia é o cara tomar uma injeçãozinha e dormir como um anjo. Qualquer um que já tenha tomado sedativos para procedimentos médicos sabe a benção que seria esse tipo de pena.
A prisão perpétua, por outro lado, causa muito mais sofrimento psíquico. O cara ficar vivo e consciente, trancado por décadas a fio, sabendo e vendo o que perdeu, é uma punição bem mais rigorosa.
Por isso eu deixei de defender a pena de morte e passei a defender a prisão perpétua.
Além disso, estudos mostram que a pena de morte é, paradoxalmente, de aplicação mais cara. Prisão perpétua sai mais barato.
E prisão perpétua pode ser anulada em caso de erros, pena de morte não.
submitted by ssantorini to brasil [link] [comments]


Sedativo - YouTube ARK VANILLA #62 - O DRAGÃO E O TRANQUILIZANTE MAIS ... Anestesiologia: Sedativos e Hipnóticos - Introdução Magnésio - O mineral mais poderoso disponível Analgésicos e Sedativos em Unidade de Terapia Intensiva ... Os mutantes juli aplica sedativo em cris

Lista de sedativos - News-Medical.net

  1. Sedativo - YouTube
  2. ARK VANILLA #62 - O DRAGÃO E O TRANQUILIZANTE MAIS ...
  3. Anestesiologia: Sedativos e Hipnóticos - Introdução
  4. Magnésio - O mineral mais poderoso disponível
  5. Analgésicos e Sedativos em Unidade de Terapia Intensiva ...
  6. Os mutantes juli aplica sedativo em cris
  7. Um remédio mágico contra insônia: basta 1 xícara e você ...

Conheça um pouco sobre os fármacos sedativos e analgésicos utilizados em UTI! Se gostou do vídeo deixe seu like, e não esqueça de se inscrever em nosso canal... Vire patrocinador do canal: http://bit.ly/2yda4er Mais um vídeo da nossa série de Ark Vanilla xD Se você gostou do vídeo, por favor deixe sua avaliação e... O professor Lucas Cottini apresenta os sedativos e hipnóticos, tipos de anestésicos venosos. ... Quer conhecer mais sobre a Anestesiologia? ... Aula: Neurofarmacologia - Fármacos Sedativo ... Sign in to like videos, comment, and subscribe. Sign in. Watch Queue Queue This feature is not available right now. Please try again later. O termo sedativo é sinônimo de calmante ou sedante. ... ou sonífero deve produzir sonolência e estimular o início e a manutenção de um estado de sono que se assemelhe o mais possível ao ... Se inscreva no canal e receba mais vídeos como este todos os dias https://www.youtube.com/channel/UCcKg276e98WQTLrSqzilY6g -Blog da Elda Wichmann https://www...