Como dar bons conselhos a uma menina

O nosso coach Nuno Lopes Jorge explica como aligeirar o regresso de férias. Coaching Nuno Lopes Jorge Coach . As férias e o seu fim, com o regresso às rotinas, podem, de facto, ser alturas de grandes preocupações e de stress. São momentos em que devemos estar preparados para mudanças, e termos uma boa estrutura mental ajuda muito. Aproxime-se virtualmente. Como pretende conquistar uma menina se ela nem sabe que você existe? Tudo bem, você pode optar pela técnica do admirador secreto se for tímido demais para se aproximar, mas só irá funcionar com as meninas mais românticas, as restantes poderão achar isso um pouco assustador, como uma perseguição de um desconhecido. 17. Há uma razão para que 2 pessoas estejam sempre juntas: porque elas dão um ao outro o que ninguém mais pode dar. 18. Bons relacionamentos não funcionam porque não têm problemas, mas porque ambos estão dispostos a resolver. 19. O amor significa cuidar um do outro, mesmo se você está com raiva ou não estiver passando um bom momento. 20. Como Ser uma Boa Garota. A adolescência é a época mais desafiadora para uma pessoa, porém é um período de grandes aprendizados. É importante, nessa fase, desenvolver bons hábitos e uma mentalidade saudável. Ser uma boa garota vai tornar... Bons conselhos para dar às suas filhas As mães são as melhores conselheiras que podemos ter nessa vida. Por isso, aprenda a aconselhar corretamente a sua filha e a faça seguir o caminho correto, o caminho para a verdadeira felicidade. Se você não se acha muito bom com conselhos, não tem problema! Confira estas frases de conselhos e encontre a inspiração que você busca. Leia com atenção cada mensagem e escolha qual mais combina com o que a pessoa aconselhada precisa ouvir. Tenho certeza de que após uma boa palavra amiga tudo se resolverá! Bons conselhos. Começamos a dar bons conselhos quando a idade nos impede de dar maus exemplos. Compartilhar Aconselhar. Aconselhar economia ao pobre é grotesco e insultante. É como aconselhar que coma menos quem está morrendo de fome. Compartilhar Nunca desistas William Shakespeare. Aceita o conselho dos outros, mas nunca desistas da tua ...

Ajuda para aqueles que tem ansiedade...

2020.09.18 10:52 TiaSayu Ajuda para aqueles que tem ansiedade...

Yo mina, Daijobu deska? *ೃ˚
Hoje falarei sobre um tema que me atormenta assim com muitas pessoas diariamente. Espero que esse texto ajude alguém que nessa pandemia, anda sofrendo com o dobro das reações desse distúrbio.
AVISO: Se caso você sofre com este problema e níveis descontrolados POR FAVOR, procure por profissionais para se auto-ajudar. Não tente sobre HIPÓTESE alguma tomar medicamentos por conta própria e nem usar métodos não convencionais. Sempre consulte o seu psiquiatra ou médico sobre suas dúvida, e se cuide da maneira correta.
Bilhetinho: Espero com que este texto seja fonte de muito apoio para aqueles que sofrem disto, um guia para aqueles que querem ajudar alguém que sofre. Espero que, de alguma maneira, posso ter sido útil na vida de alguém e ter alegrado o seu dia ♥
Vamos para o textinho︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶
Bom... Para aqueles que desconhecem a ansiedade é algo comum e todos estão sujeitos a senti-la. No entanto, a ansiedade é uma doença subjacente (Que não se manisfesta claramente) somente quando os sentimentos se tornam excessivos, obsessivos e interferirem na vida cotidiana da pessoa, em resumo: ''A Ansiedade é um termo geral para vários distúrbios que causam nervosismo, medo, apreensão e preocupação exagerada. ''
A ansiedade que estou citando é mais do que o comum do qual estamos habituados. Está além da empolgação de ir se apresentar em uma entrevista de emprego ou comparecer no primeiro encontro; Tal circunstância pode se agravar com traumas ou com problemas persistentes na vida de alguém, e os sintomas são duradouros e limitadores, o que atrapalham a vida desta pessoa.
Os principais sintomas que podem acontecer são:
Para ajudar ou se auto-ajudar, é necessário entender esses pontos e procurar conversar ou se entender. Procurar as fontes e raízes desta ansiedade e tentar muda-las para amenizar os efeitos. E é para isto que existem os profissionais e pessoas que podem te dar esse suporte durante uma crise.︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀
Conselhos importantes:;
Para aqueles que querem ajudar alguém que sofre com isto, é necessário entender algumas coisas cruciais... E entender em si o que é a Ansiedade e os seus tipos.
1- A coisa mais importante é se ter PACIÊNCIA.~ A pessoa já está sofrendo com diversos pensamentos a mil por hora, mal conseguindo conter as próprias emoções e atos. Tenha cautela ao se referir e agir, qualquer erro pode dar a entender que a pessoa afetada só está incomodando e atrapalhando a vida dos outros (E vai por mim, isso vai piorar em 1000%)
Tente conversar, ajude-a se acalmar, converter os pensamentos negativos. Incentive fazer algo divertido ou diferente, algo que vá distrai-la e alegra-la. Dê amor, carinho e seja compreensivo. Evite Julgar, apontar erros e defeitos.

2- Seja compreensivo.~ Tenha em mente de que aquela pessoa que sofre de ansiedade, não tem controle sobre os próprios pensamentos e emoções. Evite fazer mistério e joguinhos de adivinhação, assim como botar medo ou pressão. Além de ser algo completamente irritante para qualquer um, para um ansioso ele ficará bem mal e aflito. Ex:;
'' Preciso te contar algo, mas só posso contar amanha'' ou ''Estamos atrasados. Se apresse!''
Faça isso e é uma noite que você rouba desta pessoa. Enquanto a você dorme tranquila, o ansioso fica acordado, pensando em tudo que é possível e o impossível para adivinhar o tema do assunto ou se cobrando por ter feito melhor.Então por favor, não faça estas brincadeiras de mal gosto, prometendo e adiando coisas, isso faz um mal que só o ansioso entende.Entenda que nossa cabeça funciona a mil por hora, diferente das demais pessoas:Ex:;
Pessoa normal: ''Ata certo, tenho que fazer isto e pronto..''
Ansioso: Tá eu tenho que fazer isso... Perai, será que eu desliguei o gás? ESSA NÃO, SE A CASA EXPLODIR VAI SER MINHA CULPA, PESSOAS VÃO MORRER E A CULPA SERÁ MINHA. Mas.... Será que eu tranquei a porta?... E SE ALGUÉM INVADIR MINHA CASA E FAZER TAL COISA.
(Vai por mim, isso não vai acabar tão cedo. Então por favor, tenha consciência)

3- NUNCA, SOBRE HIPÓTESE NENHUMA, JULGUE. EVITE TOTALMENTE DAR TRANCOS: Como dito, a sensação de estar incomodando é constante. Pensamos que a pessoa nos abandonará, ou que estamos fazendo mal a ela ou atrapalhando a vida dela, nos sentimos inferiores e sempre estamos nos menosprezando. Há casos que até mesmo, o ansioso termina um relacionamento bacana apenas por pensar que ele é incapaz, que o seu conjunge não o(a) suporta e nem gosta dele(a).
E realmente, há pessoas que julgam.Falam que somos muito complicados, que estamos fazendo drama ou teatro, nos evitam para não ter alguém ''enchendo o saco'', e que nos afastamos por ser pessoas ''falsas''. Houve até comentários na minha vida, de pessoas aconselharem a opção de término de um namoro, pois deduziam que a menina estava distante, que ela estava traindo e estava sendo seca de proposito.
NÃO! Nos isolamos e nos afastamos por achar exatamente que estamos fazendo algum tipo de male. Jamais julgue ou se deixe elevar por opiniões alheias. Tente conversar e entender, não vá se precipitando. No final, se caso isso tenha força, só sofreremos ainda mais.
4- Ouça mais e seja sincero: Se a pessoa finalmente conseguir desabafar, a escute até o fim. E se ela hesitar por medo ou insegurança, acalme-a e prossiga. Na maioria das vezes, elas só querem ser ouvidas e não receber conselhos (A não ser que ele(a) peça). E o mais importante, não finja falsa sinceridade, não dê essa expectativa falsa, além de ser uma ato bem babaca, isso só mostra que no fim, você não estava preocupado e nem interessado em ajudar de fato, que só fez por mera educação.
5- Convide-o(a) para dar uma volta: Se possível no momento, convide-o para uma volta. Caso a pessoa aceite, converse e tente distrai-la e acalma-la, fazer atividades talvez, fazer alguma coisa bacana. Gastar a energia em uma caminhada ajuda bastante (Bom, pelo o menos para mim ajuda)
6- NUNCA, JAMAIS OFEREÇA BEBIDAS ALCOÓLICAS: É serio, em crises a pessoa pode associar a bebida como um escape. AI meu filho, ficará difícil faze-la abandonar.
7- E por ultimo. Não diminua isto: Ansiedade é algo que precisa de atenção, assim como a depressão. É algo que afeta a vida de alguém de forma profunda, sendo motivo de vários suicídios e problemas graves nas famílias. Não a trate como algo banal e sem importância, é algo que precisa de atenção e empatia.
︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀
Conselhos para aqueles que Tem a ansiedade e querem uma mãozinha para amenizar os efeitos ♥
1- Pratique alguma atividade física.Dança, artes marciais, ginastica... Qualquer coisa! Isso, além de dar uma animada e fazer bem para a saúde, ajuda a distrair a mente e ''descontar o estresse''. É um ótimo incentivo.
2- Meditação: Se é algo que me ajudou muito nas minhas crises, é a meditação. Ouvir uma musica calma, controlar a respiração, fechar os olhos e relaxar o corpo. É uma boa pedida e AJUDA muito numa crise.
3- Ouvir musicas favoritas: Como uma ansioso precisa descontar sua energia, desconte dançando ou curtindo uma musica de preferência. Isso ajuda e MUITO, nem que seja necessário repetir a musica diversas vezes ou cantar junto.
4- Mantenha uma alimentação top: Sim, até a comida influência. Evite comidas muito gordurosas em certos horários do dia. Os hormônios podem ser nossos inimigos após alimentação.
5- Desconte em seus Hobbies ou descubra novos Hobbies: Nada melhor do que fazer o que a gente gosta, nestes momentos o Faça! Isso pode ajudar durante uma crise e vai distrair sua mente para focar neste Hobby.
6- Pense ao contrario de tudo!: Se realmente está difícil de suportar a crise e nada está ajudando, Alimente boas sensações. De todos os pensamentos negativos converta para os bons. Ex:;
"'Droga eu teria conseguido se eu tivesse feito tal coisa... Não, eu dei o meu melhor e sei que estão orgulhosos de mim. Vou me esforçar mais para que na próxima eu não comenta o mesmo erro. ''
''Ain... Ela falou tão mal de mim... Por que? O que eu fiz?... Não! Há pessoas que me ama do jeitinho que eu sou, e se essas pessoas que são importantes para mim me amam pelo o que eu sou e amam minha aparência, então eu acredito nelas e que se dane o resto!.
Isso é psicológico, não e deixe levar pelos os próprios julgamentos e não se castigue! ♥
7- Procure se amar e se auto entender, reconheça que todos podem errar, e que errar não é algo ruim. Aprender com os erros é melhor do que aprender com os acertos. Se caso você errar com alguma coisa, não se abale! Se valorize e reconheça que você é incrível e que há pessoas que adoram o eu jeitinho.︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀

Minha experiencia: Sofro de ansiedade, fruto por parte da minha mãe e traumas vindo da época do fundamental/colegial. Meus dias são difíceis e parecem somente piorar. Minha crises são graves e preciso de ajuda na maioria das vezes, tomo medicamentos para ajudar nos sintomas que, muitas vezes, funciona. O sentimento de angustia é algo que realmente machuca, algo que não me dá paz e me faz ter pânico quase por três dias inteiros.
Quando meu namorado está comigo, me ajudando e me dando suporte e amor é algo muito bom. Me sinto muito bem e sinto que melhoro e evoluo demais a cada crise, é importante entender a existência dessas pessoas na nossa vida e de como isso ajuda a evoluir nosso ser. Já fui muito julgada, abandonada, criticada e realmente, são coisas que apenas pioram minha vida. Mas sigo lutando e espero ajudar outras pessoas como eu o aquelas que tem a boa intenção de ajudar estas pessoas.
Enfim, espero que tenham gostado e ter realmente ajudado alguém ♥
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2020.09.03 20:16 OrbitingMoon Minha visão de mundo sempre foi meio distorcida

Quando moleque eu era meio bagunceiro, fazia muita merda, às vezes puxava briga, mas não sabia me defender depois, mas mesmo assim eu tinha alguns amigos. Quando eu entrei na quarta série eu tinha engordado um pouco, e na minha sala tinha um repetente. Nossa relação inicialmente foi bem normal, mas eventualmente começamos a nos dar mal e ele começou a me bullynar. Da quarta até a oitava série, quase que todo dia, eu tinha que lidar com isso (escola pequena, só tinha uma turma por série), eu era muito triste na época; matava aula sempre que podia, porque lá tudo que me esperava era zoação e eventuais brigas (que eu sempre perdia). Eventualmente todo mundo cresceu e parou de fazer isso, e o bullying acabou.
Mas não foram só flores depois daquilo, é óbvio que aquilo fudeu comigo, durante aqueles anos eu tentei suicídio no mínimo umas duas vezes, e toda noite antes de dormir eu desejava que ou eu ou ele morressemos, porque eu não aguentava mais. Quando acabou, eu tinha uns 14 anos, estava no nono ano, nunca havia tido uma amiga mulher, nunca dormi na casa de um amigo, não sabia fazer amizades, não sabia sorrir, era tímido, não sabia conversar, não tinha nenhum amigo de fora da escola, e mesmo dentro dela, só tinha dois ou três amigos de infância. Eu basicamente ainda era tão socialmente desenvolvido quanto uma criança de 10 anos (talvez até menos).
Enfim, eu não ligava pra isso, eu podia fazer amizades virtuais, certo? Sim, e eu fiz alguns bons amigos, mas eventualmente eu perdia todos eles porque eu não tinha escrúpulos e falava demais, coisas pessoais, íntimas, enfim. Eu não sabia manter amizades, eu era "estranho" demais pra isso. Mas um cara, ainda assim, me suportava, ele era bastante compreensivo e me aturava, incentivava-me a estudar, conversar com meninas ou outras pessoas, mas eu não levava ele tão a sério, até que eu entrei no ensino médio. De repente eu percebi o quão inútil eu era, e como eu não sabia de nada que deveria ser senso comum (eu, com 15 anos, não sabia nem o que significava ficar com uma menina).
Eu pedi muitos e muitos conselhos para aquele meu amigo, e ele me ajudou bastante, eu fiz minha primeira amiga mulher graças a ele! Mas eu ainda era muito estranho, então com o tempo perdi tanto a amizade dele quanto a dela. Eu era bastante triste na época, tinha muitas inseguranças, mas ainda assim me esforçava o máximo que podia para fazer amigos. Foi, também, nessa época que eu fiz minha primeira melhor amiga, eu amava ela demais, uma vez brigamos e ficamos alguns meses afastados, fiquei deprimidíssimo por um tempo, considerei suicídio porque não tinha mais ninguém. Mas uma hora eu acabei melhorando e me tornei capaz de ser mais normal, conseguia conversar numa boa, já tinha alguns amigos, fazia novas amizades e tudo mais.
Ainda assim eu ainda tinha uma visão bastante distorcida do gênero feminino, ainda não tinha experiência nenhuma com nada remotamente sexual, inclusive, participava de fóruns de incels, acreditava fielmente na blackpill (tua aparência determina teu sucesso na vida), e mais um monte de besteiras que eu lia nos fóruns. Um dia, porém, uma menina chegou em mim (eu nunca havia visto ela na vida), e pediu pra ficar comigo, eu logicamente aceitei, estava desesperado por uma companheira e por ter essas experiências "normais" que todo jovem tinha. Ela me deu seu número de telefone e ficamos conversando pelas próximas semanas, e que semanas...
Aquela mulher acabou de verdade comigo, só reforçou as visões que eu tinha do gênero feminino que eu via na internet. Ela foi a pior mulher que eu poderia ter encontrado para ser com quem eu teria minhas primeiras experiências envolvendo pegação e afins. Ela era uma pessoa horrível, dizia ter nojo de velhos, falava muita merda pra mim, era burra, mas muito muito muito burra, já tinha 20 anos e não tinha nem terminado o fundamental. Ainda assim, eu não tinha mais ninguém na época, e embora eu não gostasse dela, ainda assim queria experienciar o que era a pegação, então quando começamos a trocar nudes, ignorando como ela abaixou minha autoestima na época porque eu não era superdotado como ela queria, eu sentia uma sensação de poder porque ela me mandava fotos dela sempre que eu queria, eu atribuia isso à minha aparência (sou bonitinho, e segundo os fóruns, era só disso que alguém precisa para ter sucesso na vida).
Eventualmente, meio enojado com ela, decidi que não queria mais ela na minha vida, e cortei contato, voltando a estar sozinho. O engraçado é que aquilo me "traumatizou", e eu me recusei a ficar com alguém depois daquilo, inclusive uma menina que era minha vizinha (pensando agora, se ela tivesse sido a primeira pessoa com quem eu fiquei, eu nunca teria passado por esse monte de merda). Eventualmente eu fiz alguns amigos (homens) e fui pra algumas festinhas pela primeira vez, foi bem bacana, passei mal na primeira vez bêbado), mas eu ainda não queria me envolver com mulheres por medo daquilo se repetir.
Com o tempo eu deixei a visão incel que eu tinha do mundo e da mulheres de lado, mas ainda assim eu tinha uma visão distorcida da vida real. Esse ano eu conheci uma menina pela internet, e ela vem me ajudando bastante com isso, ela é bem bacana, e vem me ajudando a superar o medo que eu tinha de tudo isso. Claro, ela, de certa forma, me decepcionou bastante, foi bem deprimente quando eu percebi que eu não vivo num filme de amor adolescente, sabe? Eu acreditava que encontraria uma menina inexperiente como eu, então namoraríamos e aprenderíamos tudo juntos, seríamos felizes para sempre! Embora ela more perto de mim, ainda é longinho então nunca nos vimos pessoalmente, então embora eu ainda seja bobão quando o assunto é pegação, pelo menos agora, graças a ela, estou disposto a mudar.
Inicialmente eu tinha um crushzinho por ela, porque ela parecia ser o modelo de menina perfeitinha que eu tanto desejava, mas ela é humana, assim como eu, tem defeitos, temos diferenças, e eu fico feliz por ter percebido isso. Eu, ainda não entendo direito como eu cheguei nessa conclusão, mas eu tinha a visão de que toda menina busca um romance enquanto todo cara só quer pegação, e foi um puta choque de realidade quando eu percebi que não era assim, até a menina que era super babaca comigo queria um namorado, ela não quer????
Finalizando, peço desculpas se a coesão do texto tenha ficado ruim (sempre foi meu ponto fraco na escrita de textos) ou se eu omiti algum detalhe importante sem querer. Foi um tempão, fiquei muito tempo vivendo de ilusão, achando que o mundo fosse como um conto de fadas, mas é bom poder saber que agora, depois de tudo isso, eu já não sou o moleque esquisito que eu era há alguns anos. Obrigado se você leu até aqui :)
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2020.07.31 01:33 Felicity4Now O mundo dá voltas, meu amigo

Oi queridos, tudo bom com vcs? Essa é minha primeira vez no reddit, mas fiz o login mais pra desabafar essa história que está pesando demais pra mim. Postei essa história em outra pagina, mas vou postar nessa tbm. Quem não gosta de histórias deprimentes e longas, pule esse post.
Tudo começou faz 2 anos, em 2018, qdo eu fui para o oitavo ano e resolvi me mudar de colégio pq eu não me dava bem com os colegas da escola anterior (quer dizer, sempre fui meio excluída em todas as escolas que estudei mas enfim). Para a minha surpresa, o pessoal desse colégio aparentemente tinha me aceitado e fiquei mto feliz, finalmente tinha me sentido incluída na escola, deu até um alívio. Mas bem, a história não eh exatamente sobre isso, é sobre oq eu vivi com um amigo meu, vamos chamá-lo de Clóvis. Nunca tinha tido amigos piá, mas nesse ano foi diferente, me dei melhor com os piá do q com as guria. E para a minha surpresa, Clóvis foi, e sempre será, meu melhor amigo, por mais q ele tenha até me esquecido.
A primeira vez q vi Clóvis, ele já me atraiu, sim gente, comecei a ter um crush nele, mas eu ignorei, achei q era coisa da minha cabeça. Enfim, no início, Clóvis era uma pessoa super legal, extrovertida, gente boa, zuera, e foda kkkk. Mas... dps eu descobri q ele tinha depressao, hj eu entendo q a maior parte das pessoas q riem dms são as mais tristes por dentro... sei pq isso aconteceu cmg tbm, mas vou deixar isso pro fim. Por conta da depressao, tentei ajudar Clóvis de todas as maneiras possiveis, dava conselho, brincava com ele, tentava animar ele, mas ele sempre tentava se matar, sem sucesso graças a Deus. Mas isso fez com q meus sentimentos ficassem confusos, pq eu n queria, tipo, namorar alguem baixo astral, já q eu era tbm. Eu sei exatamente oq vcs estão pensando agora, sou uma ignorante msm, eu concordo, n precisam ficar jogando na minha cara pq eu já sei blz?
Enfim, como eu tava mto confusa, acabei me enganando e achei q estava gostando de um amigo dele (vamos chamá-lo de Roberto). Roberto era um cara foda tbm, gente finíssima, alegre e tals, até q ele me pediu em namoro no mês de Maio, mas eu recusei. Dps, Clóvis me pediu em namoro, e eu recusei tbm, n queria arranjar encrenca entre os 2. Mas, no final do mês de Agosto do msm ano, começou a merda. Eu n me lembro mto bem o motivo, porem briguei feio com Clóvis e comecei a namorar o Roberto. SIM, oq eu n queria aconteceu, treta total meus amigos. Vcs devem estar pensando: “mds q BURRA”, pse, eu tbm penso isso de mim tá? Mas n dá pra eu voltar no tempo.
Assim, o namoro q eu tive com o Roberto foi meio q uma amizade colorida (pra vcs terem uma ideia, se beijamos apenas 2 vezes em 8 meses ksks). Na fase auge do namoro, entre Agosto e Outubro, Clóvis continuava brigado cmg, até pq dava pra ver q ele tava super puto cmg por n ter sido aceito, se sentiu trocado e humilhado (tá gente, eu tava confusa, n taquem pedra em mim pq eu já taquei um monte já, pfv). Mas dai no final de Outubro a gente conseguiu fazer as pazes e continuamos bons amigos, junto cmg namorando o Roberto.
Outro ano se passou e todos continuamos estudando na msm escola, ou seja, continuou essa msm confusao, msm com tudo resolvido. Até que, no final de março de 2019, terminei com Roberto, pq ele tinha sido mto imaturo cmg e eu n permiti mais isso, e percebi q n fazia sentido eu ter namorado ele, até pq eu descobri mta coisa ruim dele tbm, mas n vamos entrar em detalhes (caso queiram saber, eu continuo amiga de Roberto hj em dia, pq odeio guardar mágoas das pessoas, ou eh pq sou mto trouxa, enfim).
E dps disso, Clóvis ataca novamente. Ele começou a me paquerar, quer dizer, ele nunca parou, mas foi mais forte dessa vez, e a gente foi contruindo uma relacao ao longo do ano, uma relacao mto, mas mto forte. Continuávamos bons amigos, mas a gente era REALMENTE melhores amigos mais aquele lance de paquera, até pq descobri q nunca tinha parado de gostar dele. (ss, Roberto aparentemente levou um chifre discreto, mas n vamos entrar em detalhes).
Continuando, eu infelizmente tive q mudar de colegio, por conta dos professores, q por mais q eu tirasse nota 10 nas provas eles me humilhavam junto com todo mundo, e por conta das minhas amigas, q andavam me excluindo do grupo delas. Mas minha amizade com o Clóvis foi longe dms, eu acabei dando mto em cima dele sem nem perceber direito e ele se iludiu cmg. No final do mês de Novembro, ele me pediu em namoro.... e advinha oq eu falei? NÃO Serio gente, eu disse não. Ai ai, nem eu creio, mas vamos continuar. Eu disse não por vários motivos, entre eles: 1- Não podia namorar, principalmente pq meus pais n deixam e meio q peguei trauma da historia com o Roberto (chorava todo dia pq odeio mentir, me fez mto mal); 2- Tinha medo q ele se revelasse pra mim e me magoasse, até pq ele eh super negativo e enfim; 3- medo de aceitacao da familia dele; 4- paranóias; 5- medo de começar o namoro e dps ele me largasse; 6- trauma do Roberto; 7- Ficar com depressao por conta do namoro, até pq eu fico mal vendo ele mal; 8- me arrepender.
Tá, podem parecer motivos absurdamente imaturos, mas se coloque no meu lugar, eu sou imatura gente, dclp.
Logo, Clóvis ficou de mal cmg por uma semana, n soube como aceitar aquilo. Mas dai, ele aplicou o golpe baixo dps, o mar diminuiu e dps veio o tsunami, se eh q vcs me entendem.
Ele resolveu q queria ser meu amigo dnv dps de uma semana brigado cmg. Eu achei estranho, mas aceitei ele de braços abertos, ate pq odeio guardar rancor, como disse anteriormente. Mas... ele nunca mais foi o msm, ele ficou mto estranho cmg a partir dai. Ele começou a me sacanear, a zoar dms cmg, mas achei q era coisa da minha cabeça e entao deixei neh.
Até q, no inicio de Março de 2020, era meu aniversario, e Clóvis sabe q eu amo comemorar nesse dia pq adoro festas. Entao, ele simplesmente me bloqueou. Eu n entendendo nada, fui falar com o irmao dele perguntando se tinha acontecido alguma coisa com o Clóvis, e ele me falou q Clóvis estava bravo cmg por conta do q eu fiz. Como já tinha se passado meses, eu achei q ele tinha já superado tudo isso, mas n.
Bem gente, foi ai q veio o tiro. Dps de horas sem me responder, ele me vem me desejando feliz aniversario, me chamando de corna tbm (ele tinha esse costume de me chamar assim por conta do Roberto). Mas eu n curtia mto isso, na maioria das vezes ignorava. Eu fiquei tao triste com aquilo, pq poxa, eu achei q tinha acontecido alguma coisa seria com ele ou q ele tava com raiva de mim, entao, bloqueei ele e fiquei sem falar com ele ate o final do mês. Mas já n aguentava mais, eu amava aquele cara (por mais q eu tenha feito mta coisa ruim). Perguntei pro irmao dele se estava tudo bem com Clóvis, e ele disse q ss.
Logo, me vem uma amiga dele me mandando direct pelo Insta e me falando q ele queria falar cmg. Pensei bem, e como n gosto de guardar rancor, desbloqueei ele. Se eu pudesse voltar no tempo, n teria feito isso de jeito nenhum gente, pq oq aconteceu dps parte meu coracao ate hj.
Conversei com ele e ele falou tudo oq eu queria ouvir, q sentia mto e q ele havia agido com mta imaturidade, disse q eu tava confusa com meus sentimentos e q ele devia ter me entendido antes. Ai gente, eu tinha ficado tao, mas tao orgulhosa dele! Qdo ele falou tudo aquilo, eu senti um alivio, até pq eu n precisava mais sentir aquela pontada de culpa q eu sentia todo dia. Q nada gente, o pior foi dps...
Uma semana se passou, e ele me bloqueou, sem deixar rastros. Fui perguntar pra amiga dele pq q ele tinha feito aquilo, e ela jogou um balde de agua fria em mim. Disse q eu n entendia nada e q eu tinha colaborado pra depressao dele, q eu só fiz mal pra ele e q eu devia me sentir arrependida diante disso. Eu como qualquer ser humano, tentei me defender na hora, tentando achar razao em mim, mas dps de uns meses percebi q realmente, eu sou uma monstra.
Pedi pra ele me desbloquear pra gente conversar, e foi uma burrice. Ele falou q eu tinha arruinado grande parte da vida dele e q eu q joguei ele no inferno q a vida dele eh, e mto mais coisas ruins q vcs n precisam saber.
Eu me senti acabada, principalmente pq a gente tava tao bem e eu achei q a gente ia conseguir seguir em frente sabe? Eu tinha esperança daquela amizade maravilhosa continuar com tudo. Achei q a gente ia festejar mais festas juninas, zoar, sair pros rolê, se divertir, cheirar pó de giz (KKKKK), entre outras coisas aleatorias. Sabe, eu amava mto ele, mas dps disso tudo oq eu fiz, era de se esperar q ele ia me dar esse tiro.
No inicio, eu tentei me esquecer dele, xingar ele, pensar coisas ruins sobre ele, tentar botar a culpa nele. Achei q em umas semaninhas ele ia voltar pra mim, mas n, ele sumiu...
Ate q, com esse sumiço, comecei a me dar conta do q q eu realmente fiz. Como pude ser tao cruel? Só pensar nos meus sentimentos e n nos dos outros? Como q eu consegui agir achando q era certo qdo na vdd era errado? Gente, eu comecei a me sentir, tao, mas TAO culpada, q a culpa até dói.
Eu sei q vcs devem ta pensando: “Ta, fez e recebeu, eh lei do retorno, lei da acao e reacao”. Mas gente, eu tava tentando ser feliz uma vez na vida, tava tentando ser aceita, e isso nunca tinha acontecido cmg e me confundi dms. Achei q tava fazendo o melhor qdo na vdd eu n deveria ter namorado ninguem isso sim. Mas eu n posso voltar no tempo...
Enfim, abril e maio se passaram, e eu comecei a manifestar sintomas de depressao, por conta das coisas da escola, por conta da cobrança, e principalmente, por conta dessa situacao, pq comecei a sentir mta culpa msm. Fiquei doente do estômago por conta de tudo isso e ainda to meio mal, n consigo comer como antes tbm. Tentei falar com Clóvis umas dezenas de vezes, mas msm assim n tinha papo.
Até q junho começa e me chega uma solicitacao no direct do Insta, era uma menina (vamos chamar ela de Folks), me pedindo dicas pra gravar videos, ate pq eu posto mto video no Insta pra ver se eu me esqueço de tudo isso. Comecei a conversar bastante com ela, principalmente pq ela eh incrivelmente incrivel. Ate q um dia eu tava bem bad e falei sobre todos os meus problemas com ela, e ela me disse... q ela era amiga do Clóvis.
Na vdd sempre desconfiei q ela era amiga dele, por conta de varios motivos, mas n vou ser especifica. Mas n deixou com q eu n ficasse em choque com Folks. Desde entao, ela tem tentado me ajudar a superar isso, conseguiu convencer Clóvis a falar cmg e enfim.
As conversas q eu tive com Clóvis, mais pioraram do q ajudaram, até pq ele dizia q me perdoava, mas q n conseguia nem falar cmg e nem voltar a ser meu amigo. Eu entendo ele pq nem eu to aguentando mais a minha presença. Mas, isso n deixou de doer em mim... E qdo ele me disse q tinha conseguido me esquecer e conseguiu me trocar pela Folks, foi a gota d’água...
Sabe, eu n sabia q eu podia ser trocada como um objeto, achava q era coisa da minha cabeça. Mas ele me trocou, e pela Folks ainda, q eu considerava e considero uma grande amiga...
Ah, o pior n foi isso q ele me falou. O pior foi qdo ele me disse q no inicio da nossa amizade, ele tinha intencoes ruins cmg... não, n eh relacionado a sexo ou coisa do tipo, eh coisa mais sombria. Eu n sei bem falar oq eh pq ele n foi mto especifico, mas isso me doeu tanto, pq eu sempre desejei o bem dele, por mais q eu tenha feito mta besteira com ele...
Entao gente, se eu n tivesse feito tudo isso, será q ele teria feito alguma coisa cmg? Eu sou a culpada ou ele? Nós 2 somos culpados? Eu devo me humilhar pro resto da vida? Ele q tem q se humilhar? Oq q eu devo fazer agora? Essas são duvidas q eu tenho, quem puder esclarecer ou tentar compreender a minha situacao, pfv me ajude. Oq vc faria no meu lugar? Se vc faria a msm coisa q eu, oq faria pra consertar?
Bom, eh essa a minha historia, q ninguem sabe o final... Dclp se foi uma historia mto deprê, mas eh q eu tinha q desabafar em algum lugar, serio msm.
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2020.07.29 22:24 Felicity4Now O mundo dá voltas, meu amigo

Olá Luba, editores, papelões mortos e possível convidado que está a ver. Essa é minha primeira vez no reddit, mas fiz o login mais pra desabafar essa história que está pesando demais pra mim. Quem não gosta de histórias deprimentes e longas, pule esse post.
Tudo começou faz 2 anos, em 2018, qdo eu fui para o oitavo ano e resolvi me mudar de colégio pq eu não me dava bem com os colegas da escola anterior (quer dizer, sempre fui meio excluída em todas as escolas que estudei mas enfim). Para a minha surpresa, o pessoal desse colégio aparentemente tinha me aceitado e fiquei mto feliz, finalmente tinha me sentido incluída na escola, deu até um alívio. Mas bem, a história não eh exatamente sobre isso, é sobre oq eu vivi com um amigo meu, vamos chamá-lo de Clóvis. Nunca tinha tido amigos piá, mas nesse ano foi diferente, me dei melhor com os piá do q com as guria. E para a minha surpresa, Clóvis foi, e sempre será, meu melhor amigo, por mais q ele tenha até me esquecido.
A primeira vez q vi Clóvis, ele já me atraiu, sim gente, comecei a ter um crush nele, mas eu ignorei, achei q era coisa da minha cabeça. Enfim, no início, Clóvis era uma pessoa super legal, extrovertida, gente boa, zuera, e foda kkkk. Mas... dps eu descobri q ele tinha depressao, hj eu entendo q a maior parte das pessoas q riem dms são as mais tristes por dentro... sei pq isso aconteceu cmg tbm, mas vou deixar isso pro fim. Por conta da depressao, tentei ajudar Clóvis de todas as maneiras possiveis, dava conselho, brincava com ele, tentava animar ele, mas ele sempre tentava se matar, sem sucesso graças a Deus. Mas isso fez com q meus sentimentos ficassem confusos, pq eu n queria, tipo, namorar alguem baixo astral, já q eu era tbm. Eu sei exatamente oq vcs estão pensando agora, sou uma ignorante msm, eu concordo, n precisam ficar jogando na minha cara pq eu já sei blz?
Enfim, como eu tava mto confusa, acabei me enganando e achei q estava gostando de um amigo dele (vamos chamá-lo de Roberto). Roberto era um cara foda tbm, gente finíssima, alegre e tals, até q ele me pediu em namoro no mês de Maio, mas eu recusei. Dps, Clóvis me pediu em namoro, e eu recusei tbm, n queria arranjar encrenca entre os 2. Mas, no final do mês de Agosto do msm ano, começou a merda. Eu n me lembro mto bem o motivo, porem briguei feio com Clóvis e comecei a namorar o Roberto. SIM, oq eu n queria aconteceu, treta total meus amigos. Vcs devem estar pensando: “mds q BURRA”, pse, eu tbm penso isso de mim tá? Mas n dá pra eu voltar no tempo.
Assim, o namoro q eu tive com o Roberto foi meio q uma amizade colorida (pra vcs terem uma ideia, se beijamos apenas 2 vezes em 8 meses ksks). Na fase auge do namoro, entre Agosto e Outubro, Clóvis continuava brigado cmg, até pq dava pra ver q ele tava super puto cmg por n ter sido aceito, se sentiu trocado e humilhado (tá gente, eu tava confusa, n taquem pedra em mim pq eu já taquei um monte já, pfv). Mas dai no final de Outubro a gente conseguiu fazer as pazes e continuamos bons amigos, junto cmg namorando o Roberto.
Outro ano se passou e todos continuamos estudando na msm escola, ou seja, continuou essa msm confusao, msm com tudo resolvido. Até que, no final de março de 2019, terminei com Roberto, pq ele tinha sido mto imaturo cmg e eu n permiti mais isso, e percebi q n fazia sentido eu ter namorado ele, até pq eu descobri mta coisa ruim dele tbm, mas n vamos entrar em detalhes (caso queiram saber, eu continuo amiga de Roberto hj em dia, pq odeio guardar mágoas das pessoas, ou eh pq sou mto trouxa, enfim).
E dps disso, Clóvis ataca novamente. Ele começou a me paquerar, quer dizer, ele nunca parou, mas foi mais forte dessa vez, e a gente foi contruindo uma relacao ao longo do ano, uma relacao mto, mas mto forte. Continuávamos bons amigos, mas a gente era REALMENTE melhores amigos mais aquele lance de paquera, até pq descobri q nunca tinha parado de gostar dele. (ss, Roberto aparentemente levou um chifre discreto, mas n vamos entrar em detalhes).
Continuando, eu infelizmente tive q mudar de colegio, por conta dos professores, q por mais q eu tirasse nota 10 nas provas eles me humilhavam junto com todo mundo, e por conta das minhas amigas, q andavam me excluindo do grupo delas. Mas minha amizade com o Clóvis foi longe dms, eu acabei dando mto em cima dele sem nem perceber direito e ele se iludiu cmg. No final do mês de Novembro, ele me pediu em namoro.... e advinha oq eu falei? NÃO Serio gente, eu disse não. Ai ai, nem eu creio, mas vamos continuar. Eu disse não por vários motivos, entre eles: 1- Não podia namorar, principalmente pq meus pais n deixam e meio q peguei trauma da historia com o Roberto (chorava todo dia pq odeio mentir, me fez mto mal); 2- Tinha medo q ele se revelasse pra mim e me magoasse, até pq ele eh super negativo e enfim; 3- medo de aceitacao da familia dele; 4- paranóias; 5- medo de começar o namoro e dps ele me largasse; 6- trauma do Roberto; 7- Ficar com depressao por conta do namoro, até pq eu fico mal vendo ele mal; 8- me arrepender.
Tá, podem parecer motivos absurdamente imaturos, mas se coloque no meu lugar, eu sou imatura gente, dclp.
Logo, Clóvis ficou de mal cmg por uma semana, n soube como aceitar aquilo. Mas dai, ele aplicou o golpe baixo dps, o mar diminuiu e dps veio o tsunami, se eh q vcs me entendem.
Ele resolveu q queria ser meu amigo dnv dps de uma semana brigado cmg. Eu achei estranho, mas aceitei ele de braços abertos, ate pq odeio guardar rancor, como disse anteriormente. Mas... ele nunca mais foi o msm, ele ficou mto estranho cmg a partir dai. Ele começou a me sacanear, a zoar dms cmg, mas achei q era coisa da minha cabeça e entao deixei neh.
Até q, no inicio de Março de 2020, era meu aniversario, e Clóvis sabe q eu amo comemorar nesse dia pq adoro festas. Entao, ele simplesmente me bloqueou. Eu n entendendo nada, fui falar com o irmao dele perguntando se tinha acontecido alguma coisa com o Clóvis, e ele me falou q Clóvis estava bravo cmg por conta do q eu fiz. Como já tinha se passado meses, eu achei q ele tinha já superado tudo isso, mas n.
Bem gente, foi ai q veio o tiro. Dps de horas sem me responder, ele me vem me desejando feliz aniversario, me chamando de corna tbm (ele tinha esse costume de me chamar assim por conta do Roberto). Mas eu n curtia mto isso, na maioria das vezes ignorava. Eu fiquei tao triste com aquilo, pq poxa, eu achei q tinha acontecido alguma coisa seria com ele ou q ele tava com raiva de mim, entao, bloqueei ele e fiquei sem falar com ele ate o final do mês. Mas já n aguentava mais, eu amava aquele cara (por mais q eu tenha feito mta coisa ruim). Perguntei pro irmao dele se estava tudo bem com Clóvis, e ele disse q ss.
Logo, me vem uma amiga dele me mandando direct pelo Insta e me falando q ele queria falar cmg. Pensei bem, e como n gosto de guardar rancor, desbloqueei ele. Se eu pudesse voltar no tempo, n teria feito isso de jeito nenhum gente, pq oq aconteceu dps parte meu coracao ate hj.
Conversei com ele e ele falou tudo oq eu queria ouvir, q sentia mto e q ele havia agido com mta imaturidade, disse q eu tava confusa com meus sentimentos e q ele devia ter me entendido antes. Ai gente, eu tinha ficado tao, mas tao orgulhosa dele! Qdo ele falou tudo aquilo, eu senti um alivio, até pq eu n precisava mais sentir aquela pontada de culpa q eu sentia todo dia. Q nada gente, o pior foi dps...
Uma semana se passou, e ele me bloqueou, sem deixar rastros. Fui perguntar pra amiga dele pq q ele tinha feito aquilo, e ela jogou um balde de agua fria em mim. Disse q eu n entendia nada e q eu tinha colaborado pra depressao dele, q eu só fiz mal pra ele e q eu devia me sentir arrependida diante disso. Eu como qualquer ser humano, tentei me defender na hora, tentando achar razao em mim, mas dps de uns meses percebi q realmente, eu sou uma monstra.
Pedi pra ele me desbloquear pra gente conversar, e foi uma burrice. Ele falou q eu tinha arruinado grande parte da vida dele e q eu q joguei ele no inferno q a vida dele eh, e mto mais coisas ruins q vcs n precisam saber.
Eu me senti acabada, principalmente pq a gente tava tao bem e eu achei q a gente ia conseguir seguir em frente sabe? Eu tinha esperança daquela amizade maravilhosa continuar com tudo. Achei q a gente ia festejar mais festas juninas, zoar, sair pros rolê, se divertir, cheirar pó de giz (KKKKK), entre outras coisas aleatorias. Sabe, eu amava mto ele, mas dps disso tudo oq eu fiz, era de se esperar q ele ia me dar esse tiro.
No inicio, eu tentei me esquecer dele, xingar ele, pensar coisas ruins sobre ele, tentar botar a culpa nele. Achei q em umas semaninhas ele ia voltar pra mim, mas n, ele sumiu...
Ate q, com esse sumiço, comecei a me dar conta do q q eu realmente fiz. Como pude ser tao cruel? Só pensar nos meus sentimentos e n nos dos outros? Como q eu consegui agir achando q era certo qdo na vdd era errado? Gente, eu comecei a me sentir, tao, mas TAO culpada, q a culpa até dói.
Eu sei q vcs devem ta pensando: “Ta, fez e recebeu, eh lei do retorno, lei da acao e reacao”. Mas gente, eu tava tentando ser feliz uma vez na vida, tava tentando ser aceita, e isso nunca tinha acontecido cmg e me confundi dms. Achei q tava fazendo o melhor qdo na vdd eu n deveria ter namorado ninguem isso sim. Mas eu n posso voltar no tempo...
Enfim, abril e maio se passaram, e eu comecei a manifestar sintomas de depressao, por conta das coisas da escola, por conta da cobrança, e principalmente, por conta dessa situacao, pq comecei a sentir mta culpa msm. Fiquei doente do estômago por conta de tudo isso e ainda to meio mal, n consigo comer como antes tbm. Tentei falar com Clóvis umas dezenas de vezes, mas msm assim n tinha papo.
Até q junho começa e me chega uma solicitacao no direct do Insta, era uma menina (vamos chamar ela de Folks), me pedindo dicas pra gravar videos, ate pq eu posto mto video no Insta pra ver se eu me esqueço de tudo isso. Comecei a conversar bastante com ela, principalmente pq ela eh incrivelmente incrivel. Ate q um dia eu tava bem bad e falei sobre todos os meus problemas com ela, e ela me disse... q ela era amiga do Clóvis.
Na vdd sempre desconfiei q ela era amiga dele, por conta de varios motivos, mas n vou ser especifica. Mas n deixou com q eu n ficasse em choque com Folks. Desde entao, ela tem tentado me ajudar a superar isso, conseguiu convencer Clóvis a falar cmg e enfim.
As conversas q eu tive com Clóvis, mais pioraram do q ajudaram, até pq ele dizia q me perdoava, mas q n conseguia nem falar cmg e nem voltar a ser meu amigo. Eu entendo ele pq nem eu to aguentando mais a minha presença. Mas, isso n deixou de doer em mim... E qdo ele me disse q tinha conseguido me esquecer e conseguiu me trocar pela Folks, foi a gota d’água...
Sabe, eu n sabia q eu podia ser trocada como um objeto, achava q era coisa da minha cabeça. Mas ele me trocou, e pela Folks ainda, q eu considerava e considero uma grande amiga...
Ah, o pior n foi isso q ele me falou. O pior foi qdo ele me disse q no inicio da nossa amizade, ele tinha intencoes ruins cmg... não, n eh relacionado a sexo ou coisa do tipo, eh coisa mais sombria. Eu n sei bem falar oq eh pq ele n foi mto especifico, mas isso me doeu tanto, pq eu sempre desejei o bem dele, por mais q eu tenha feito mta besteira com ele...
Bom, eh essa a minha historia, q ninguem sabe o final... Dclp se foi uma historia mto deprê, mas eh q eu tinha q desabafar em algum lugar, serio msm.
Gente, julguem dá forma que vcs quiserem, eh isso
Bjs <3 (vamos ver se Luba me nota, vai q ele me dá uma luz neh?)
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2020.06.07 09:18 colorfulnightmare Uma mísera gota de desabafo no grande mãe de tristeza que é o mundo

O título não diz muito. É um assunto que tenho vergonha de falar sobre, mesmo que eu já tenha feito muita piada em uma tentativa de esconder o quanto isso me afeta.
Desde muito cedo, nutri um certo interesse em mulheres mais velhas, mas só me dei conta disso aos 13 – maldita puberdade, me obrigando a encarar a realidade. Nessa idade, já sentia que algo era um pouco diferente comigo e eu nutria atenções para as professoras, imagino que isso seja normal, afinal, já ouvi toneladas de relatos, não entre meus infames colegas, afinal, todas as nossas professoras eram – nas palavras deles – canhões. Mas eu as admirava por muitos outros motivos além da beleza, cada pequeno detalhe delas era fascinante pra mim.
E então a vida seguiu e eu continuei a tentar esconder esse segredo. Digamos que a minha condição de gênero e idade não era muito favorável e quase sempre admitir isso era ser motivo de chacota pelos colegas. E eu, aos 16, tive que mudar de escola, num bairro central da cidade, uma escola pública, porém famosa na região. Lá, diferente das outras escolas que frequentei, tive paz para ser quem sou desde sempre e me harmonizar com minha sexualidade de uma maneira que fui naturalmente aceita pelos colegas e professores no geral e sou grata pelos dois anos que passei ali. Exceto por um único motivo que me faça ter um conflito interno há anos: lá eu conheci a mulher que talvez seja o amor da minha vida. Era por causa dela que me motivava a acordar cedo, coisa que eu odiava profundamente, a me esforçar a tirar notas boas e ter uma aparência minimamente agradável para que ela me notasse. Esse último ponto sempre foi um problema para mim, já que eu sofri bullying pesado por ter um traço físico que considero ser um defeito até hoje. Mas ela era tão gentil e me elogiava que esqueci isso por uns bons anos, pois graças a isso passei a me amar mais um pouco.
Mas como tudo não dá pra ser perfeito, ela tinha 45 anos e era minha professora de geografia. E o afeto que ela sentia era puramente aquela ligação que se cria dentro da sala, mesmo que tivéssemos alguns momentos, como deixar que eu ficasse de mãos dadas com ela e fizesse carinho na minha mão ou me dar apelidos carinhosos. Penso sempre se não é errado manter essa sensação comigo, mesmo depois de 4 anos.
Me dói muito saber que nunca poderei desfrutar de um relacionamento com ela, por esses motivos que eu já listei. Mesmo aquelas que também gostem do mesmo gênero, o senso de ética criado pela necessidade de ser diferente dos homens, além do que eu imagino ser vivências muito diferentes, as fazem correr de relacionamento com jovens. Já tentei me declarar duas vezes para ela, mas nunca tive coragem de ver a resposta. Não suportaria ser chamada de doente e mentirosa outra vez – uma história que não merece ser mencionada, por motivos que soarão muito machistas. Já tentei tentar me envolver com homens, meninas da minha idade, mas meu coração e minhas vontades sempre se voltam para ela, no final das contas. E em como eu dei rosas para ela e nunca esquecerei do sorriso tão lindo que ela me deu.
Não é bem um pedido de conselhos, pois sei que não há como resolver. E precisava falar em algum outro lugar, pois apesar de aceitar minha solidão, ela pesa e mesmo que eu seja jovem, é o peso do mundo, de um coração que parece querer bater mesmo que eu diga que é inútil.
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2020.01.09 03:21 dns-silva Eu queria meu amigo de volta

Sabe quando uma pessoa, que há algum tempo era tua metade, teu amigo pra tudo, aquela pessoa que fazia teu dia melhor e menos pesado, do nada, vira um estranho? Bom, como que eu vou explicar mais ou menos isso? Vamos lá. Eu tinha um amigo, há uns 2 ou 3 anos atrás, com quem passei boa parte do tempo convivendo. Olhando assim, eu acho que o meu eu de 7 anos atrás nunca diria que seríamos amigos. Éramos diferentes em tudo. Gostos, "classe social", hobbies, grupo de amigos e etc. Um belo dia comecei a conversar com ele sobre alguns filmes que gostava, e achamos coisas em comum nisso. Ele me indicou filmes e séries, e eu fiz o mesmo, e desde então, eu e ele sempre tínhamos muito assunto para conversar. Animes eram o ápice da conversa, e ele sempre me falava sobre One Piece e o quanto o anime ficava bom no 653° episódio. Isso tudo em 2014. Eu havia perdido meu pai em 2011, e meio que acho que nunca superei esta perda. Em 2014 eu encontrei uma caixa aqui em casa, com fotos, anotações e etc que pertenciam ao meu pai. Desde esse dia eu fiquei muito tocado e passava o dia quase inteiro pensando nele. Meu pai era um homem muito bom pra mim e eu tenho certeza que se hoje ele fosse vivo, estaria orgulhoso do filho. Nessa época eu estava descobrindo minha sexualidade, mas meio que tinha muita vergonha de assumir ser gay no meu círculo de amigos e isso ser motivo de piada e chacota. Esse meu amigo não, um dia resolvi contar para ele e a reação dele foi de me apoiar, e de dizer que ficava feliz por eu ter finalmente me encontrado. Ele sempre foi um cara muito bom. A gente passou 2 bons anos convivendo todo santo dia no colegial. E por mais que a gente não fosse tão igual, ele sempre fazia questão de me incluir em todas as saídas da turma dele, de me enturmar e fazer eu ter mais amigos e ser menos antissocial. Minha família não tem muito dinheiro, e as vezes ele me emprestava dinheiro para ir ao paintball ou cinema com o pessoal. Eu falava com ele sobre absolutamente tudo. E ele me ouvia e me entendia. Nem sempre tinha uma resposta pronta pra me dar, mas sempre me dava conselhos que eu sei que eram pro meu bem. Ele também sempre me confiou muitos segredos, e eu sempre fui 100% sincero com ele em tudo. Um dia, em 2015, ele começou a namorar uma garota da turma. De início tudo mil maravilhas, a dupla virou trio e eu virei vela, mas nem me importava, eu agora tinha dois melhores amigos. Eu nunca havia falado pra namorada dele sobre minha orientação sexual, por vergonha, mas um dia, em uma brincadeira, ela me perguntou e eu falei sobre ela. Ela achou legal, disse que sempre quis ter um amigo gay. Só que dá água pro vinho, em questão de semanas, ela começou a mudar comigo. Me ignorava, falava coisas ruins sobre mim, sobre eu querer roubar o namorado dela e dizer que eu gostava dele. Eu nunca gostei desse meu amigo em relação amorosa. Ele sempre foi como um irmão pra mim. Foi quando chegou o momento que eu mais temia, ela praticamente fez ele escolher entre o amigo e a namorada. Ele, óbvio, escolheu ela, mesmo dizendo que não faria essa escolha. A gente quase não se falava tanto quanto antes, ele se estressava comigo mais fácil e eu acabei entrando em uma depressão. Voltei a ser um cara introvertido e calado. Não saía mais com a turma, não participava das rodas de conversa, tudo por que eu sentia o olhar ruim da menina que ele namorava sob mim, e as vezes ouvia as coisas que ela falava sobre mim pros outros. Quando o ensino médio acabou e fomos pra faculdade, nós nos distanciamos, eu e meu amigo, e consequentemente eu e a tal namorada dele. Estamos na mesma faculdade eu e ele, mas em cursos e turnos diferentes. Eu as vezes vejo ele no corredor, ou passando por algum auditório. Eu as vezes vejo as postagens do casal no insta dele. Mas faz tanto tempo. Isso tudo eu passei em 2016, e de lá pra cá eu tenho estado tão sozinho que só agora me deparei com a nova "imagem" que minha mente criou dele. Olhando fotos antigas, me pergunto se realmente aquilo tudo foi real, e eu um dia tive um melhor amigo. Eu acho muito bonito, sabe? Duas pessoas, independente do sexo, serem amigas a ponto de poder contar com aquela pessoa para o que der e vier. Eu queria muito poder um dia conversar com ele de novo. Falar sobre como eu me sinto, mas isso é quase impossível. Ele agora trabalha , tem uma rotina corrida e os velhos amigos da turma são os únicos amigos do passado com quem ele ainda sai, visita, conversa. Soube que até tem um grupo no whatsapp. As vezes eu acho que eu não existi ali naquele meio. Não sei se realmente me importo, mas é como se eles tivessem me apagado da memória. E o que mais me dói, é que eu sinto que ele também me esqueceu. Lucas, se um dia tu ler esse relato, eu queria dizer que sinto muito pelo que nossa antiga amizade se tornou. Talvez tenha sido minha culpa. Eu sinto muita, muita falta mesmo de ter alguém pra conversar as vezes. Eu tenho sonhado algumas noites com cenas daquele tempo. Com as vezes que eu chorei por causa de crises familiares e tu tava ali, do meu lado pra me dizer algo que me ajudasse . Eu não sei se um dia eu vou ter um melhor amigo de novo. Eu queria muito. Mas eu espero, de verdade, que tu esteja e seja muito feliz na tua vida toda. Bom gente, é isso, obrigado por me lerem.
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2018.02.28 03:16 PeterDavis81 temporario a vida toda. 37 anos. vivo cos meus pais a vida toda. Socorro?

Boas. O meu nome é... Não interessa, tenho 37 anos, feitos recentemente em Janeiro. Vivo num anexo ao lado da vivenda dos meus pais, com quem, obviamente, e não conheço outra realidade, não me dou bem. É como andar em vidro. Evitar contacto. Afinal, desde que nasci (por azar, Português em Portugal filho de 2 comerciantes de uma loja pobre de rua, esmigalhada pelas grandes superficies).
Como li aqui noutro post :
"Toda a minha vida toda fui reprimido por tudo o que fazia e aprendi que os outros é que são bons, desde pequeno que sou constantemente culpado de tudo o que acontece segundo os meus pais, sempre que contava algo que me acontecia no dia a dia (na escola) criticavam-me e apontavam-me o dedo como se eu fosse sempre o culpado e nem sequer me deixavam acabar de contar que começavam logo a dizer que a culpa era minha etc etc, é impossível ter uma conversa sem me chatear com o meu pai, a minha mãe deita-me tudo fora, o meu pai anda sempre aos berros, como se fosse o dono da razão para comigo, e nem sequer é possível falar com ele, pois ele não ouve e eleva a voz quando uma pessoa tenta falar, cheguei a um ponto que estou cansado de me moer por dentro, hoje praticamente já me deram a entender que não me querem em casa, fico e estou muito magoado com a minha vida pois isto reflete-se na minha postura no meu dia a dia e parece que não tenho personalidade nenhuma, não sou capaz de tomar decisões nem sequer de ter uma conversa e as pessoas aproveitam-se de mim pois sabem que eu digo que sim e que sou um coitadinho"
E é o mesmo comigo. Só que os meus contratos quando tenho a sorte de os ter, são mensais, que é pior.
Sobrevivi um cancro testicular, que como não me fez cair o cabelo todo, nem me pos na cama do hospital mais do que uma semana, é como se fosse uma apendicite, tratam como se isso fosse. Todas as alterações no corpo (depressão, ganho de peso, perca de energia, insonias, todo o tipo de porcarias que nunca tive, vieram depois, especialmente uma que me impede quase de andar, hernias. Só veio merda, e sempre sozinho (namorada ou melhor amigos? nem pensar).
Por mais que me tenha dedicado a todos os "amigos" que passaram por mim e me tiraram algo, ou por mais que tenha dito que amo e dado flores e tentado manter as relações "de putedo, (sim, posso dizer isto, não estão por cá, vão se f*der, guiam se por o status quo do homem, o fisico e a riqueza familiar, daqui nada lhes interessa, proxima pixa).
Estou "despachado" num anexo, que nem legal deve ser, pinga do tecto, o wc entope se e enche tudo de agua quando chove, o simples barulho da chuva chega para não se conseguir dormir. E a humidade rebenta comigo e com qualquer aparelho ou instrumento que possa ter. Obvio.
Claro que se digo algo, sem provas (mesmo com provas) "não gostas, muda te!" ou "Isso está assim porque estragaste!!".
Eu não aguento mais esta merda, e ou dou um tiro nos cornos quando chegar aos 40 se ainda aqui estiver, e deixo o cadaver para eles verem. Ou tento alugar quarto com alguem, tento sair daqui com simpatia "embora apeteca um ADEUS!!ALELUIA FODA SE!" não posso, porque o mais certo é o trabalho temporario acabar e vir outro, e outro...Tem sido sempre assim (excepto entre 2011 e 2016 que nem a recibos verdes me aceitavam, e "vivi" fechado com 180 euros por mes, durante 11 meses (natal, não há nada, há ir pa fila pedir o subsidio de novo).
Seja como for, sou temporario (sempre a ser puxado "mais, mais, tens que fazer mais, conseguiste 60? amanha quero 120!) pedidos irreais, desumanos.
Eu não gosto de cidades. Especialmente Lisboa, detesto a porcaria da cidade. Mas todos os trabalhos vou lá parar. Com dores nas costas horriveis quando ando a pé, ou de transportes, é ridiculo não arranjar algo onde possa estacionar um carro. Parquimetros em todo o lado.
Estive muitas vezes a trabalhar a ganhar o ordenado minimo para dar 3 euros por dia de parquimetro, que era uma renda.
Alguem nesta situação (homem, porque mulher pode sempre escolher um pateta qualquer e juntar se, goste ou não, e ainda mandar nele. E mesmo que não goste, consegue o seu reino). Alguem na mesma situação que tenha conselhos?
Obvio que as bocas serão ignoradas ou respondidas com o triplo do odio.
Como um post idiota que vi de um gajo com 35 anos a ganhar 800 euros fixo, que ia ficar cos pais pa fazer companhia. Jesus christ!
Tendo carro, posso ir para um quarto em qualquer lugar fora de transportes publicos ou dividir casa. Mas com a condição de se acabar o trabalho temporario e não tiver subsidio de desemprego,lá tenho que voltar a bater á porta da casa dos meus pais. Fiz isso uma vez, vivi 1 ano com uma menina mimada, torrei o que tinha e o que não tinha para a agradar, e ainda se pirou com tudo pa outro gajo (depois é isto, logo diretamente po proximo, sem paragem sozinhas).
Um mundo de merda, só quero que passe e ter onde o fim do dia não tenha outros patroes a fazerem me sentir que sou merda, porque os pais, viver todos os dias, toda a hora com eles, quarenta anos, ou viras atrasado mental com um problema de nervos e obesidade nervosa, ou te matas, ou ... Nem sei. Sei que acaba. Já.

fartodesertemporario

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2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
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2017.09.25 21:45 botafora01 Sinto que a minha vida já está traçada

Desde já peço desculpas pela muralha e pelo throw away
OK, desde o Ensino Médio eu sofria com algo que eu imagino 90% do Reddit sofreu: não conseguia pegar sequer resfriado. Era extremamente zoado pela sala toda por isso (meus amigos até hoje dizem que eu sou o único da turma que nenhuma mulher chegou), cheguei até a apanhar por isso. Só fui perder meu BV no meu ano de calouro na faculdade e a minha virgindade quando fui num bordel. Eu ficava triste com isso, mas também estava esperançoso: afinal, era um adolescente, estava entrando na faculdade, e todos sempre me louvavam por, segundo eles, eu ser muito inteligente. A menina que eu gostava na época, e que até hoje é uma amiga (e que eu passei a maior vergonha da minha vida, ao me declarar pelo fucking MSN), vivia brincando dizendo "O nerd de hoje é o cara rico de amanhã". Boas memórias.
Chegou 2013, e eu entrei na faculdade. Não fui maravilhosamente bem no ENEM, mas consegui uma bolsa integral em Administração em uma bela universidade. Escolhi Adm por pensar que o mercado estava bom e por ser noturna, o que me permitiria trabalhar. Nesse período, perdi meu BV e fiquei com outra menina uma vez, num espaço de 9 meses. Pra mim, isso era o ápice, eu era o deus da conquista, mesmo que meus novos amigos me zoassem de "pega ninguém" do mesmo jeito. Nessa época, eu baixei o Tinder e conheci o meu primeiro namorico, vamos chamar de Ana. Ana morava a 3h30 de viagem, então era praticamente um namoro à distância. Ficamos algumas vezes, 3 meses depois começamos a namorar e, depois disso, ela passou o mês seguinte dando desculpas para eu não ir lá. Chegou fevereiro, veio o carnaval, e ela disse que estava passando mal. Foi para o hospital e detectaram leucemia. Óbvio que eu pirei, queria ir pro hospital dela de todo jeito, mas ela nunca deixava, dizia que os pais me viriam, iria arrumar encrenca, ela iria ver um momento que estivesse sozinha. Se passaram 5 meses nesse tormento, hora ela dizia que estava boa, hora dizia que estava mal, quimio e afins, até que meus amigos de sala fizeram uma intervenção comigo, mostrando que não havia nada em rede social nenhuma dela a respeito de câncer, mostrando que ela estava postando normalmente sobre coisas cotidianas e que era a maior retardadice do mundo eu não ter ido nenhuma vez ver ela. Eu fiquei meio balançado, até porque meus pais concordavam com este ponto de vista, mas fiquei meio irregular com ela. Pouco mais de um mês depois disso, ela disse que tinha tido alta, tinha encontrado um ex, tinha ficado com ele e queria terminar. Não lamentei muito, até porque isso ocorreu em um espaço de uma semana, no máximo. Terminei e, desde então, ouvi dela duas vezes na vida. Passou.
Vale mencionar que, nesse meio tempo, a minha vida em casa havia melhorado demais: durante meu período de Ensino Médio, minha adolescência se resumia a passar finais de semana com minha mãe em bares, vendo ela entrar quase em coma alcoolico com as amigas e outros finais de semana na casa do meu pai, vendo ele ficar bêbado e chorar no meu ombro sobre ele ser um fracassado que não conseguiu sequer manter um casamento. Quando eu terminei, minha mãe já estava mais centrada (como está agora), saindo ocasionalmente e socialmente, e meu pai parou de beber após enfartar e voltou a ser o cara extremamente trabalhador que eu sempre admirei. No fim do meu primeiro ano de faculdade, eu passei a estagiar em um instituto federal. Ao mesmo tempo do término que eu disse acima, eu fui chamado para um concurso temporário, em outro órgão público, bem mais perto de casa.
Poucos meses após eu terminar com a Ana, entrou em cena a pessoa que eu, de fato, considero como a única que eu namorei. Vamos chamar ela aqui de Beatriz. Beatriz me chamou no Facebook, para brincar sobre uma postagem que eu havia feito (já havíamos tido pequeno contato ainda no colégio), e daí começamos a conversar. Dois meses depois, ficamos e, 5 meses depois, começamos a namorar. Ela perdeu a virgindade comigo e, na prática, eu também perdi com ela (transei com prostitutas umas 4 vezes antes. Fiz exames, por precaução, e não deram nenhum reagente). Eu aprendi demais a me aceitar com ela, nós tínhamos a mesma personalidade, ela era a primeira pessoa que não só não me julgava por meus interesses, como me incentivava a seguir eles. Não me cobrava nada, eu não cobrava nada dela, mas conversávamos de forma quase ininterrupta das 7 até meia noite. Com ela, no entanto, eu descobri algo que já havia visto antes nos bordeis: não sei o que me causa, mas com certeza eu tenho ejaculação precoce. Fui em um urologista, que me disse que era algo psicológico, que eu só precisava "me desligar". Tentei os exercícios que o próprio Reddit indica, mas nunca funcionava. Usei camisinha anestésica 2 vezes: uma vez foi uma maravilha, na outra estourou e eu traumatizei. Sempre me sentia extremamente culpado e furioso comigo mesmo após cada fim de penetração, mas o que atenuava era a presença dela, que sempre me dizia que não ligava, que eu conseguia deixar ela no céu somente com as preliminares, que não ligaria de passar por isso por não sei quanto tempo. Tudo que eu me julgava errado, ela me mostrava que não ligava. Eu me sentia num porto seguro com ela, e isso me impulsionava na faculdade: eu imaginava que iria me formar em um emprego na iniciativa privada, sem "data de validade" como meu emprego temporário, e que, 1 ou 2 anos após isso, estaria casado com ela. O único motivo de discussão que tínhamos era que ela tinha total ojeriza de tornar público: não podia postar nada com ela no Facebook, não podia atualizar status de relacionamento, não podia ir conhecer os pais dela, que "iriam proibir completamente". Mesmo os amigos eu só vi 2 vezes (uma outra vez eu não pude ir por motivos profissionais). Eu sempre entendi que isso era um receio dela, então, mesmo um pouco frustrado, eu aceitava. No que eu terminei minha monografia, estava preocupado com a questão do mercado, mas nada demais. Até que veio o dezembro, 1 ano e 4 meses após começarmos a ficar.
Eu estava na faculdade, pegando os convites de formatura, quando ela mandou o tradicional "precisamos conversar". Resolvemos por texto mesmo: ela disse que gostava de outra pessoa, e que se sentia culpada namorando comigo com interesse em outro. Aceitei, triste, e demos um tempo. 2 dias depois, um amigo me manda uma foto no perfil de um rapaz, que era o mesmo que ela gostava: ambos deitados, ela de top e ele sem camisa, e uma descrição bem...insinuante. Óbvio que eu pirei, liguei para ela, tivemos uma baita discussão, mas, depois disso, esfriou. Acabamos nos vendo, e ficando de novo. Ela terminou com o rapaz, mas ainda jurava de pés juntos que aquela foto era uma coincidência, que ela não havia me traído, que jamais faria isso, que era íntegra. E ficamos uns bons 3 meses indo e voltando até que, em abril, ela me mandou um testamento contando tudo: numa segunda, ela estava na casa de uma amiga, com este rapaz e o cara que a amiga estava pegando. A amiga e o peguete dela começaram a dar uns amassos no local e, segundo ela, ela não conseguiu "resistir" e montou no cara. Uma traição espetacular, que até hoje eu uso como humor auto depreciativo. Fiquei em choque por um tempo, mas, contra os conselhos de todos, perdoei ela e voltamos a namorar. Mas não era a mesma coisa. Ainda era maravilhoso por um aspecto, mas, por outro, ela estava insegura com o relacionamento (dizia que se sentia culpada por ter "estragado tudo por um impulso") e eu estava inseguro com tudo, precisava de validação dela pra tudo, principalmente no que tangia sexo. Eu já era inseguro sexualmente antes, agora era 3x mais, então eu basicamente a induzi a me contar toda a experiência sexual dela com ele, até eu me sentir menos perdedor. No entanto, eu estava começando a me recuperar em junho, estava me reencontrando, entendendo que estava apertando ela desnecessariamente (uma amiga teve essa conversa esclarecedora comigo). Então, tanto como solidificação como um pedido de desculpas, eu planejei uma viagem para nós, no dia que ficamos pela primeira vez, que cairia num sábado. Disse para ela os planos, ela ficou elétrica, empolgada, começou a me mandar links do local, brincar com meus planejamentos e afins...e, na semana seguinte, pediu para terminar. Disse que nunca esteve certa sobre nós termos voltado, que ela ainda me amava, que ainda sentia tesão comigo, mas que não se sentia pronta para um relacionamento sério, e "não queria me magoar". Aceitei, até mantive o contato, pq, nesse meio tempo, ela virou a minha melhor amiga. Mas o mesmo amigo da vez anterior me mandou um print de uma conversa dela com a irmã dele, dizendo que tinha terminado por estar afim de outro cara, e eu reconheci o sujeito: era um cara que ela falava horrores bem dele, "ah, fulano fez isso, fulano fez aquilo, me ajudou com x, um cara foda, faz não sei o que". Não sei se ela me traiu, mas tal conversa era de 1 dia e meio após termos terminado, e ela já havia ficado com tal cara. Não sei se ela me traiu de novo, mas a confrontei (não falei do meu amigo, obviamente, disse que a vi na rua) e ela manteve que não me traiu, mas que, dessa vez, poderia ficar com quem quisesse pq "fez a coisa certa". Eu disse que não conseguiria conversar com ela enquanto ainda tivesse sentimentos, ela disse que entendia, mas que queria saber de mim, que eu ainda era "o melhor amigo" dela.
Isso faz um mês e meio. Eu não consigo deixar de me sentir mal. Eu podia ter feito tanta coisa melhor, mas não fiz. Ela me traiu, possivelmente duas vezes, e tudo que eu consigo fazer é me culpar. Eu só não a chamei ainda pq imagino ela ficando com esse cara, que é melhor que eu em tudo: mais bonito, com uma barba farta de lenhador, com uma carreira já estabelecida, carro na garagem, mora sozinho e afins. O que me leva ao lado profissional: a sala da faculdade se reuniu para um churrasco há 3 semanas, estávamos conversando sobre empregos e eu concluí algo: apesar de que eu (e eu sei quão arrogante isso soa) ter feito que metade da sala ganhasse um diploma, eu sou o único dali sem um emprego minimamente fixo e tenho um salário que é o menor de todos, com vantagem. Todos falam que eu vou ganhar 3k, 4k logo, mas eu já cansei de tomar portadas de empresas. Gasto com passagem, gastei com um terno novo, gravata, e tudo que eu consegui foram muito obrigados, mas uma parcela da minha sala que literalmente não consegue entender que 50% e 0,5 são a mesma coisa (eu tive que ensinar manualmente regra de 3 simples e cálculo com números decimais quando estudamos Matemática Financeira) estão em empregos bons na iniciativa privada, comprando casas e carros. E, de todos ali, só uma me arrumou entrevista na empresa dela (que eu não consegui, principalmente por dita empresa estar num processo de fusão). Quatro conversam ocasionalmente, e o resto só entra em contato pedindo para que eu faça para eles provas de inglês de processos seletivos ou provas da faculdade (para os que ainda não se formaram).
Eu estou fazendo Contabilidade agora, vendo se consigo recomeçar, mas estou extremamente desiludido. Não sei o meu problema, mas o que eu imaginava quando entrei na faculdade não aconteceu. Eu sou um total fracassado no mercado de trabalho, e dificilmente vou conquistar algo além de pular de trabalho em trabalho de escritório, para tirar 2 salários e soltar rojão de alegria por não estar desempregado. Na verdade, eu já imaginava algo nessa linha desde o último semestre, mas, além da esperança mínima, eu carregava que iria ter uma família. Alguém me aceitava, alguém me amava. Hoje, eu vejo que nem isso. Nesse mês e meio pós-término, eu percebi como meu stock está horrorosamente baixo. Ouvi diretamente de uma estranha (no Tinder, vale dizer) como eu sou "feio, com cabelo estranho e roupas deprimentes". A maior parte dos meus amigos disse que eu vou achar alguém, mas só uma amiga me apresentou para alguém (Spoiler: eu quis levar pra amizade pq esta pessoa demonstrou 0 interesse romântico em mim, mas temos muitas afinidades de gostos. Não quero que alguém legal se perca só por não querer abrir as pernas pra mim em qualquer futuro).
Então, qual a conclusão? Para relacionamentos, eu sou a tempestade perfeita: meus gostos não são nada pop, meu estilo de roupa desagrada geral, minha voz é deprimente, eu sou lerdo, distraído, amo entrar em rants gigantes quando me empolgo (vide este texto) e, mesmo que alguma garota um dia resolva passar por isso tudo, o prêmio dela será ter de viver com sexo oral recheado por 30s de penetração, num dia bom. Nenhuma mulher no mundo quer se relacionar com um homem que precise fazê-la ter um orgasmo com masturbação pq não aguenta chegar a 1min de penetração. Ou seja, eu até posso tropeçar em alguma peguete (sim, essa é a palavra, tropeçar. Um incidente do acaso, como foi com a minha ex), mas nenhuma jamais chegará a ser de longo prazo. Dificilmente eu terei uma família. E, sem uma família, não há nada para contrabalancear o fato de que eu sou um fiasco profissional. O "menino gênio" do colégio, o "cara que vai ganhar 7000 daqui 3 anos" da faculdade nada mais era que uma pessoa com um par de neurônios no meio de um grupo de pessoas com bases educacionais mais fracas que a minha e, principalmente, sem interesse algum em estudar. Numa sala focada, eu teria de me esforçar para estar no meio do pelotão. Eu sou mediano intelectualmente e, profissionalmente, sou um lixo que não conseguiu fazer networking na faculdade e, hoje, irá ter de viver de escritório em escritório, sem nenhum breakthrough.
Minha vida parece estar desenhada para ser a definição de um fiasco, de um total e completo desperdício de oxigênio. Mas eu tenho uma missão: cuidar dos meus pais. Ambos dependem demais de mim psicologicamente, ambos me amam mais do que qualquer outra coisa. Sem a minha presença aqui, a vida dos dois colapsaria. Sinto que eu só vim ao mundo para ser o pilar da vida de ambos. Então, eu tenho que ir empurrando a minha vida enquanto ambos estão vivos, tentando ao máximo não embaraçar eles mais. Decidi que vou viver a vida no limite nesse meio tempo: finalmente comecei a fazer academia (minha postura sempre foi torta e, nos últimos 2 meses, eu ganhei peso. Quero eliminar essa pança antes que ela vire um problema), fui ao Maracanã mês passado ver a ida da Copa do Brasil (sou de MG), devo receber uma indenização boa quando sair daqui e estou planejando um mês de curso de inglês na Europa (meu inglês é bom, mas não é perfeito e isso sempre me incomodou horrores, sem falar que conhecer a Europa é O sonho que eu tenho de vida). Será o meu maior highlight, e a única loucura que eu me permiti fazer. Quando voltar, vou fazer o que gosto e, mais importante, vou cuidar dos meus pais, de tudo que eles precisarem de mim.
Não sei o que o futuro reserva pra mim, mas, pensando com lógica, eu devo chegar nos meus 35/40 anos quando ambos meus pais falecerem. Quando isso acontecer, serei um solteiro entrando na meia idade, possivelmente com pouca experiência sexual que não envolva garotas de programa, num emprego pouco satisfatório e sem nenhum amor que tenha sido recíproco e que não acabe na mulher se cansando de um cara patético e percebendo que praticamente qualquer coisa é melhor que eu. Será covardia, alguns sentirão tristeza, mas será temporário, todos irão superar, e haverá um pouco mais de oxigênio no mundo.
A minha mente ainda tenta, em alguns momentos, achar alguns cenários de ilusão, de que algum milagre irá acontecer, mas não irá. Eu sei que não. Profissionalmente eu fracassei. Academicamente eu fracassei. E, amorosamente, eu também fracassei. Vi que não basta achar alguém que aguente a minha personalidade, ela não irá suportar alguém que trata preliminares como Evento Principal, e eu irei morrer com esta condição.
Por mais paradoxal que seja, pensando assim eu estou aprendendo a abraçar o que eu gosto. Eu gosto de ler. Eu gosto de sair para comer e voltar para casa. Eu gosto de esportes. Eu gosto de escrever. Eu gosto de viajar. Não vou mudar o que eu gosto pelos outros, até porque será inútil, resolver um sintoma não cura a doença, e não há remédios o bastante para curar todos os sintomas dessa doença chamada eu. Fico feliz pelos meus pais existirem, pq, se não fosse por eles, eu teria sido um fiasco absoluto em vida. Fico feliz pelo meu último namoro, pq eu nunca me senti mais feliz do que numa tarde de sábado, quando ela disse "te amo" pouco antes de cochilar no meu peito. Eu fui feliz com o amor, e, por causa dela, eu aprendi que todo relacionamento que eu entrar, obrigatoriamente, terá um fim unilateral. Eu vou ser feliz com meus outros desejos, concluir meus hobbies, fazer o que eu gosto, e cuidar de quem me ama incondicionalmente, até o fim deles. Dali, serei eu que terei meu livramento.
Eu precisava contar isso pra alguém, mas não quero que tratem isso como um pedido de ajuda, pq não é. Meu real objetivo de vida sempre foi ter uma família minha, ter um filho em uma casa estruturada e passar meu conhecimento adiante. Eu já sei que, por questões psicológicas e físicas, isso jamais acontecerá. Quando meus pais se forem, eu literalmente não terei mais o que fazer aqui e, se tudo der certo, eu terei realizado ao menos uma parcela boa dos meus outros sonhos. Eu estou tranquilo quanto a isso. Talvez ainda sinta, de novo, a dor de ver alguém me trocando por outra pessoa melhor, mas agora eu sei que isso acontecerá. Doerá menos, eu espero. E, se nem isso eu conseguir, bem...dois salários por mês dá para pagar por sexo.
De novo, desculpem pelo texto gigante.
tl;dr: Todos confiavam em mim, todos achavam que meu futuro seria brilhante. Meu futuro será medíocre, patético e, ao menos, tem uma data para acabar
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